Gandula de Carlos Germano por eternos 30 minutos

GERMANO (2)

Manhã de sábado. Uma chuva fria e chata insistia em cair. O mau tempo ajudou a afastar o campo-grandense do Morenão, que recebia um amistoso beneficente. De um lado, Washington “Coração Valente” e Jorge Wagner comandavam os que vestiam vermelho. De outro, Túlio Maravilha, Ronaldão e Carlos Germano estrelavam o time azul. Vascaíno, eu só queria saber mesmo era de Germano, de camisa verde, número 22.

Suspeitei que o portão 20 do Morenão, o da imprensa, estaria aberto. Acertei. Agarrei o guarda-chuva, uma caneta e meu caderno dez matérias com motivos cruz-maltinos. Entrei no estádio e me abriguei abaixo da arquibancada do placar nos primeiros minutos. A água continuava caindo. Germano defendia a meta do Paliteiro, no lado oposto. De onde estava, vi o goleiro do maior título da história do Vasco – a Copa Libertadores de 1998 – sofrer o primeiro gol da peleja.

A chuva deu brecha e decidi que era hora de me aproximar do ídolo. Dei a volta no campo pela faixa de grama que antecede o fosso. Dois minutos depois e estava a cinco metros de Germano.

Alguém finalizou e a pelota passou à sua esquerda. Ela rolou irregular e parou antes da pista que cerca as quatro linhas. Fui buscá-la e, quando me dei conta, era gandula de Carlos Germano. Fiquei meio bobo, meio honrado. A aventura durou uns 30 minutos.

Germano pediu um copo d’água. O goleiro reserva foi levar. O time azul atacava e senti que poderia chamar a atenção do ídolo naquele momento.

-Germanô! Germano, por favor…

Foi o que eu disse, apontando para a caneta e o caderno. Achei que seria brega dizer: “Me dá um autógrafo”. Ele fez que viria em minha direção, olhou para trás e viu os caras de vermelho em contra-ataque.

-Espera aí. Deixa só eu pegar essa bola.

E pegou. Chute rasteiro no contrapé e Germano buscou fácil. Repôs com o zagueiro e sua equipe tratou de sair para o jogo. Germano se voltou para mim.

-Aguenta aí. Tá acabando o primeiro tempo e já falo com você. E nosso Vasco?

Nosso Vasco.

-Tá precisando de você, pô. Tá faltando você lá.

O goleiro reserva estava próximo e pensou que eu estivesse criticando o atual arqueiro vascaíno, Martín Silva. Eu não estava. Germano acabou achando a mesma coisa.

-O único que presta no time é o goleiro.

A crítica em tom irônico me fez rir e concordar com meu ídolo.

Washington cabeceou uma bola para defesa de Germano. Eu quis gritar: “Aqui tem goleiro!”, mas me segurei. Uma outra finalização passou à direita do gol e foi parar na pista. Fui buscar e deixei próxima da meta. Germano viu, fez sinal de positivo. A sensação meio bobo/meio honrado voltara.

Trilou o apito para o fim do primeiro tempo. Fui na direção de Germano e ele se aproximou. Nos encontramos sobre a linha de fundo. Enquanto ele tirava as luvas, eu observava. Quis ajudar, mas não precisou. Entreguei-lhe caneta e caderno. Ele titubeou.

-Assino onde? Na capa mesmo?

-Sim, sim. No espaço em branco.

-Será que não vai sair a tinta?

-Não, pô. Vou guardar bem.

Assinou, com direito a “saudações vascaínas”. Cumprimentei Germano, meio sem jeito. Certo de que nosso encontro terminaria ali, agradeci por tudo que fez pelo nosso Vasco, dentro e fora de campo. Tiramos uma selfie.

Para minha surpresa, Germano puxou assunto. Falou que o Vasco não merecia “isso”. Entendi que “isso” eram os três rebaixamentos em oito anos. Insisti que faltava alguém como ele dentro do clube, um cara vencedor, e perguntei porque ele não seguiu como treinador de goleiros, função que exercia até o retorno de Eurico Miranda à presidência. Ele me explicou que, com a troca no comando, sobrou para todo mundo.

-Por mim, eu não sairia nunca do Vasco.

Aquilo me arrepiou.

Germano seguiu e lamentou a rixa política no clube. Afirmou que Eurico se preocupa em perpetuar-se no Vasco apenas por benefício próprio. Protestou contra a aparelhagem operada pelo mandatário, designando filhos seus para tomar conta de setores vitais. Demonstrou apoio à candidatura do ex-médico do Gigante, Alexandre Campello, que deve enfrentar Eurico em eleição no fim do ano.

Sereno, atencioso, olhos nos olhos. Eu estava diante de um cara formado no Vasco, com mais de 600 jogos pelo clube, campeão brasileiro e continental com o Cruz-Maltino, vice-campeão mundial pela seleção brasileira em 1998. Entenderia se ele fosse arrogante. Além de não ser, esbanjou o respeito que só um verdadeiro ídolo é capaz de emanar.

Germano é um cara ciente de seu tamanho na história do clube e de tudo o que representa. Ele é gigante. Camisa um da era mais gloriosa do Vasco. Nem por isso se sente superior ao torcedor que se esgoela na arquibancada de São Januário ou na frente da tevê.

Eu estava atrasado e, se não tivesse forçado a despedida, talvez continuássemos conversando por muito mais tempo. Agradeci Germano novamente e segui meu rumo.

Pode parecer besteira, mas o tempo abriu e fez sol enquanto em caminhava para deixar o Morenão…

Por que perder seu tempo com o Estadual de futebol

Se você se encaixa no perfil comum do morador de Mato Grosso do Sul simpatizante do futebol, provavelmente está agonizando com a proximidade da edição 2017 do Campeonato Estadual, que começa neste domingo (29), com Comercial x Novo, às 16h, no Morenão. Você deve estar pesquisando bares e restaurantes que transmitem os jogos do seu time no Paulista, Carioca, Gaúcho, Mineiro, ou mesmo estudando a possibilidade de assinar o Premiere FC (se já não assinou), a fim de não ser torturado com as partidas de nível técnico duvidoso do torneio local, que serão televisionadas aos domingos e quartas-feira.

Entendo sua angústia, mas, enquanto você não se apaixona por algum clube sul-mato-grossense que o faça ir ao estádio e acompanhar de perto nosso certame, te ofereço CINCO motivos para se deixar envolver pela principal disputa futebolística do Estado. Isso mesmo, tipo lista do Buzzfeed.

1 – A volta do Morenão

Impedido de receber jogos desde setembro de 2014 por recomendação do Ministério Público Estadual (MPE), o Estádio Pedro Pedrossian, ou simplesmente Morenão, volta a ser palco do Sul-mato-grossense de futebol. A princípio, sediará os jogos de Comercial e Operário como mandantes. Para adequar o local às exigências do Estatuto do Torcedor, foram feitos reparos orçados em R$ 150 mil, com recursos do governo estadual. Situado a poucos minutos do Centro, a praça esportiva é de mais fácil acesso que o Jacques da Luz, nas Moreninhas, onde os times da Capital vinham mandando suas partidas. Além da localização, pesa em favor do Morenão o fator história: casa de Colorado e Galo durante seus melhores períodos no cenário nacional; recebeu a Seleção Brasileira; e,mais recentemente, em 2013, presenciou um Portuguesa 4 x 0 Corinthians e viu o Palmeiras levantar a taça de campeão da Série B após golear o Ceará por 4 a 1.

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Arquibancadas foram pintadas e setorizadas (Foto: FFMS)

2 – Os “estrangeiros”

Das doze equipes que brigarão pelo título este ano, seis apostam em treinadores que nunca trabalharam em Mato Grosso do Sul. É o caso de Comercial (com o paulista Márcio Bittencourt); Costa Rica (com o carioca Márcio Máximo); Naviraiense (com o capixaba Rony Aguilar); Operário (com o gaúcho Celso Rodrigues); Sete de Dourados (com o carioca Emanoel Sacramento); e União/ABC (com o baiano Robert). Alguns têm trabalhos destacáveis no currículo, caso de Bittencourt, que comandou o Corinthians campeão brasileiro em 2005 por boa parte do campeonato, e de Rodrigues, que dirigiu a Chapecoense em 2014 e ajudou a tirar a equipe da zona de rebaixamento à Série B nacional daquele ano. Outros, como Robert (aquele mesmo, careca), que nunca treinou time algum, precisam se provar. Vale a pena ver de perto, pelo sucesso ou pelo tombo.

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Márcio Bittencourt durante apresentação do Comercial (Foto: Nelson Corrales/Reprodução/Facebook)

3 – Fator surpresa

Quem não gosta de uma boa surpresinha? Pois nosso Campeonato Estadual costuma proporcionar resultados surpreendentes. Prova disso é que tivemos SEIS campeões diferentes nas últimas dez edições (Águia Negra, Ivinhema, Naviraiense, Comercial, Cene e Sete de Dourados). No Paulista, os dez últimos troféus foram erguidos por quatro times. No Carioca também. Em Minas foram três campeões em dez anos. No Rio Grande do Sul, dois. Quer mais surpresa? Mato Grosso do Sul fez campeões inéditos por quatro anos consecutivos (Coxim-2006, Águia Negra-2007, Ivinhema-2008 e Naviraiense-2009). O último vencedor, Sete de Dourados, também nunca havia ganho o Estadual.

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Sete de Dourados faturou título inédito no ano passado (Foto: Franz Mendes)

4 – Os medalhões

Já que o nível técnico do grosso de nossos jogadores não ajuda, ao menos temos a chance de ver veteranos que já brilharam em algum momento de suas carreiras agora nos gramados de Mato Grosso do Sul. O Operário terá, pelo segundo ano seguido, Rodrigo Gral, às vésperas de completar 40 anos. O atacante revelado pelo Grêmio tem passagens pela base da Seleção Brasileira e é ídolo da Chapecoense, pela qual fez parte das campanhas de acesso às Séries B e A do Brasileirão. Já o Sete de Dourados anunciou o uruguaio Acosta, de 40 anos, caso avance a segunda fase do campeonato – antes, ele disputa a Série A3 do Paulista pelo Taboão da Serra. Também atacante, o atleta se destacou pelo Náutico em 2007 e foi para o Corinthians no ano seguinte para disputar a Segundona com o time paulista.

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Rodrigo Gral em ação pelo Operário (Foto: Gazeta MS)

5 – Boas risadas

Jogadores medíocres, em gramados irregulares, diante de públicos ínfimos. Combinação perfeita para jogadas mal ensaiadas, furadas esdrúxulas, chutes de média distância que mais parecem tiros de meta, erros de passe triviais, goleiros engolindo frangos homéricos, caneladas, espanadas e muito, mas muito bico e chutão para o alto. Tudo isso rodada sim, rodada também. Se você não torce para nenhum time local (pois, se torce, os lances acima protagonizados por atletas do seu clube de coração te causariam profunda irritação), procure não levar a sério e divirta-se com as jogadas hilárias que só um campeonato de baixíssimo nível técnico como o Sul-mato-grossense pode proporcionar.

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Sempre sorridente Neneca, da comissão técnica do Operário (Foto: Reprodução/Facebook)

*Atualizada às 15h de 27/01 devido a mudanças (mais?) na tabela do campeonato.

Que honra foi te ver de perto, Chape

A dois metros do ponto de ônibus em que eu estava havia um varal com uma dezena de filtros dos sonhos. Bati o olho e entendi tudo. Hoje, mais de dois meses depois, a cena parece até premonitória. Parece não fazer sentido. Hoje, lembro da imagem e já não entendo mais nada.

Era uma tarde ensolarada de setembro, em Chapecó. Eu voltava pro Centro depois de comprar meu ingresso pra Chapecoense x Coritiba, na Arena Condá, pelo Brasileirão. Incluí a cidade do oeste catarinense no meu mochilão boleiro pelo Sul porque me encantava com a mística da Chape, como todos os que amam futebol no Brasil. Queria ver de perto como os 200 mil habitantes do município abraçaram e ergueram esse clube da Série D para a elite nacional em cinco anos.

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Fotos: Jones Mário

Vi pessoas orgulhosas de seu time fazendo frente aos grandes do futebol brasileiro e sul-americano. Era fácil encontrar o escudo da Chape nas lojas, restaurantes, bares, carros, camisetas. Tudo.

Parei num boteco da Avenida Getúlio Vargas na tarde do dia anterior ao jogo e vi o professor Caio Júnior caminhando na rua, com uma calça do Barcelona e uma mulher ao lado. Ninguém o incomodava. Ele parecia em casa. Parecia realizado.

Na manhã do jogo vi excursões de crianças e de idosos a fim de acompanhar o alviverde catarinense na Arena Condá. Vi uma torcida aprendendo a se acostumar com os feitos de seu time. Cada vez mais apaixonada e fiel. Cada vez menos influenciada pelos grandes de Porto Alegre, Grêmio e Internacional. Cada vez mais legítima.

chapeco

Que honra foi te ver jogar, Chape. E tão de perto. Que honra foi ver Kempes marcar, de cabeça, o gol da vitória sobre o Coxa naquela manhã de domingo. Que privilégio foi testemunhar as defesas de Danilo, que garantiram os três pontos naquele dia. Que honra conferir como Cleber Santana regia aquele time com seus passes precisos e sua visão de jogo.

Difícil acreditar, difícil de digerir. Jogadores e comissão técnica se foram. Os sonhos de Chapecó não.

Que o futebol seja [só hoje] o ópio do povo

O “só hoje” entre colchetes no título do texto já explica que não parto da ideia de que o futebol seja, de fato, o ópio do povo. Sou partidário da noção de que o futebol se insere na sociedade como um fenômeno cultural, multifacetado, e que se faz espaço e pretexto para diversas manifestações de inclinação política, econômica ou mesmo de lazer, daqueles que são seduzidos por esse esporte.

Mas hoje, domingo, dia 17 de março de 2016, eu escolho pelo ópio. O panorama da política institucional e representativa do país me força a pensar assim. Um golpe tramado por réus do Supremo Tribunal Federal se encaminha para manchar mais uma página da pequena biografia da (falta de) democracia brasileira. O placar do impeachment marca 7 a 1 em favor do Contradição Futebol Clube.

A sensação é de que meu time é goleado e, aos 40 minutos da segunda etapa, não enxerga reação. O torcedor não abandona sua representação e prefere se iludir, ainda que na esperança de ver um futebol melhor jogado nestes últimos cinco minutos, um carrinho na lateral do campo para mostrar que os jogadores também estão se sentindo como você – anestesiado, mas presente e inquieto.

aquibancada

(Crédito: Gabriel Uchida)

É com o sentimento de “já era” que eu vou pro estádio hoje torcer pro meu time ganhar. A arquibancada vai me servir de alento. Parece luto, mas é só inércia mesmo. A impotência diante desse clamor público (e, principalmente, privado), ainda que muito equivocado e sem fundamento, me faz canalizar o que sobrou da minha fé nas pessoas nos onze caras que vão vestir as cores da minha equipe na tarde de hoje.

Que o futebol continue a exercer seu papel de agente social de mobilização, como faz a Gaviões da Fiel em São Paulo, que, sob represália e violência policial, não engole à seco o gosto amargo das contradições e desigualdades servidas na merenda. Ou como fizeram Vasco e Internacional ao se posicionarem ao lado dos negros quando o esporte bretão vivia um apartheid, dentro e fora das quatro linhas.

Mas hoje, calejado pela ignorância de boa parte dos seres humanos, fico com o ópio.

Palpites de quinta para as quartas

Sete x Águia

Crédito: Renato Giansante/Divulgação/Sete de Setembro

Ah, o mata-mata! Depois de 60 partidas pela fase de grupos do Campeonato Sul-mato-grossense, é chegada a reta final. Hora do filho chorar e a mãe não ver.

Donos das melhores campanhas da primeira perna do torneio, Comercial, Operário, Costa Rica e Sete Setembro podem até empatar os confrontos de ida e volta pelas quartas de final que se classificam às semifinais. Por outro lado, Águia Negra, Ivinhema, Corumbaense e Serc precisam vencer.

Mesmo certo de que pode quebrar a cara, o Retranca se arriscou e vai palpitar sobre os resultados dos duelos. Primeiro, vão os pitacos dos jogos de ida.

Serc x Sete de Setembro
Quarta-feira (6), 15h, em Chapadão do Sul
Análise: A Serc não perde a três jogos e vem de vitória sobre o Operário, fora de casa – resultado que garantiu o time de Chapadão nas quartas de final. Na contramão, tem a segunda pior defesa do Estadual, com 16 gols sofridos, à frente apenas do Aquidauanense, pior time da competição e rebaixado sem vencer nenhum confronto. Por outro lado, o Sete perdeu seus dois últimos compromissos, com direito a goleada contra o Ivinhema (5 a 1). Em um grupo equilibrado, porém, foi o que mais venceu – cinco vezes.
Palpite de quinta: Serc 1 x 2 Sete de Setembro
Quem pode desequilibrar: Guilherme, do Sete, artilheiro do campeonato com sete gols.

Costa Rica x Corumbaense
Quarta-feira (6), 20h45, em Costa Rica
Análise: O Costa Rica se mostrou um dos times mais irregulares do Estadual, alternando vitórias e derrotas, com boas e más apresentações. Da quinta a décima rodada da primeira fase, a equipe desenhou uma serra no gráfico de desempenho: triunfo seguido de revés, que era seguido de triunfo, que era seguido de revés, e por aí foi. O Corumbaense, que também mostrou certa instabilidade no começo do campeonato, se acertou e venceu três dos últimos quatro compromissos. O clube ainda tem a segunda melhor defesa do campeonato, com sete tentos contra.
Palpite de quinta: Costa Rica 1 x 1 Corumbaense
Quem pode desequilibrar: Kéverson, do Corumbaense, que já soma cinco gols no Estadual.

Águia Negra x Comercial
Sábado (9), 19h30, em Rio Brilhante
Análise: O Águia foi mais um que se classificou às quartas somente na última rodada do Estadual, batendo o já rebaixado Aquidauanense. O clube de Rio Brilhante venceu o mesmo tanto que perdeu (quatro vezes) e tem mais gols contra do que pró. Em casa, tem duas vitórias, dois empates e um revés. Já o Comercial chega a segunda fase com a melhor campanha do torneio, além da defesa menos vazada – seis gols sofridos. Nos últimos cinco duelos, foram quatro vitórias e um empate, no clássico com o Operário.
Palpite de quinta: Águia Negra 0 x 1 Comercial
Quem pode desequilibrar: Uelisson Santana, do Comercial, com boas atuações na armação.

Ivinhema x Operário
Domingo (10), 15h, em Ivinhema
Análise: Único invicto da primeira fase, o Ivinhema é aquele time cascudo, que não entrega fácil os pontos. Tem três vitórias (todas jogando em casa) e sete empates no campeonato, além de um ataque potente, que marcou 15 gols em dez jogos e só não é melhor que o Costa Rica (16 gols). Já o Operário teve sua invencibilidade quebrada na rodada final da primeira fase, quando caiu diante da Serc. Depois de começar bem o Estadual, o time de Campo Grande já amarga três jogos sem saber o que é vitória, contando com o empate diante do Misto – pela sexta rodada, interrompido por falta de luz e continuado entre a oitava e a nona jornada do torneio.
Palpite de quinta: Ivinhema 1 x 0 Operário
Quem pode desequilibrar: Agnaldo, do Ivinhema, ex-Operário. A Lei do Ex não costuma falhar.