Valor da dívida de Operário e Comercial pagaria reforma geral do Morenão

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Federação e UFMS pagaram obras para regularizar Morenão este ano (Foto: Edemir Rodrigues/Governo de MS)

* Pra ler ouvindo “Dívida”, do Ultramen.

Às vésperas de estrear na edição de 2020 do Campeonato Sul-mato-grossense, Operário e Comercial lideram outra competição – e com folga. Na tabela do “nome sujo”, a dupla de Campo Grande soma dívida de R$ 4,1 milhões com a União.

O valor pagaria a reforma geral do Estádio Pedro Pedrossian, o Morenão, orçada em aproximadamente R$ 4 milhões pelo governo do Estado.

A administração estadual promete iniciar a obra após o campeonato deste ano. Os recursos sairão do Fundo Estadual de Defesa do Consumidor, para onde vão as multas aplicadas pelo Procon-MS.

Galo e Colorado mandam seus jogos em casa no Morenão, mas quem custeou os serviços de readequação para manter o local de portões abertos este ano foram FFMS (Federação de Futebol do Estado) e UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). A primeira injetou R$ 120 mil; a segunda, cerca de R$ 300 mil.

Desfalque – Conforme consulta à lista de devedores inscritos em dívida ativa da União, o Operário tem o maior débito entre os clubes sul-mato-grossenses que disputam o torneio de futebol este ano. O time alvinegro deve R$ 3 milhões.

A principal fatia corresponde a débitos tributários – R$ 2,7 milhões. Outros R$ 277,7 mil em dívidas previdenciárias e R$ 5,6 mil em multas trabalhistas compõem o restante do desfalque operariano com a União.

O Comercial totaliza débito de R$ 1,1 milhão, ainda segundo consulta à relação de devedores.

Ao contrário do arquirrival, o maior problema do clube vermelho é com o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), ao qual deixou de repassar R$ 752,1 mil.

A equipe ainda tem R$ 365,5 mil em dívidas previdenciárias; R$ 16,1 mil em multas trabalhistas; e R$ 5,7 mil em débitos tributários.

Uma vez inscrito na dívida ativa, um clube pode ser acionado judicialmente e forçado a regularizar o calote. O processo é capaz de incluir penhora e expropriação de bens.

Resposta – Presidente do Comercial, Valter Mangini defende que o grosso da dívida de R$ 1,1 milhão remete a anos anteriores a 2010.

O mandatário avalia que o valor “não é muito alto para um clube”. Segundo ele, a venda de um jovem jogador revelado no Colorado soluciona o problema.

Mangini ainda disse que “não é o momento de falar em dívida”, pois o time está focado na estreia pelo Estadual, neste sábado (1). O jogo é às 15h, no Morenão, diante do Águia Negra.

O presidente do Operário, Estevão Petrallás, foi contatado, estava ocupado e prometeu retornar, mas não o fez até esta publicação.

O Galo debuta neste domingo (2), também no estádio universitário, a partir das 15h, contra a Pontaporanense.

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Operário e Comercial são únicos da Capital no Estadual 2020 (Foto: Fundesporte)

Interior – Entre os representantes do interior, maioria no campeonato, o débito mais significativo com a União pertence ao Corumbaense, com R$ 47,6 mil – R$ 43,4 mil previdenciário e R$ 4,1 mil tributário.

Atual campeão, o Águia Negra empilha desfalque de R$ 21,3 mil, dos quais R$ 17,4 mil em dívidas tributárias e R$ 3,9 mil previdenciárias.

De volta à Série A, o Maracaju totaliza R$ 4 mil em débitos previdenciários.

Conforme busca na lista de inscritos na dívida ativa, Aquidauanense, Cena, Costa Rica, Pontaporanense e Serc têm situação regular perante a União.

União/ABC endurece, mas cede pênalti e se torna sétima vítima do Águia Negra

O União/ABC conheceu sua terceira derrota pelo Campeonato Estadual na noite chuvosa desta quarta-feira (27), em um Morenão que recebeu corajosos 46 pagantes.

O algoz da vez foi o Águia Negra, que chegou a sétima vitória em nove jogos e encabeça com folga a tabela de classificação.

O único gol da partida foi anotado aos 19 minutos do segundo tempo, de pênalti, sofrido por Cleiton e convertido por Salomão – agora artilheiro isolado do certame, com 8 gols.

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O jogo não refletiu o abismo de 14 pontos que separam ABC e Águia na tabla. Os comandados do técnico Paulo Mulle chegaram a dominar o cotejo em alguns momentos.

O veloz Gabriel teve a chance de abrir o placar para os campo-grandenses aos 34 minutos do primeiro tempo, em contra-ataque fulminante. O goleiro Filipe se impôs e o atacante perdeu o gol.

O polivalente meio-campista Pedro, que na derrota para o Comercial jogou com a camisa nove, também desperdiçou boa oportunidade para os rio-brilhantenses aos 40 da etapa inicial, depois de limpar a marcação na entrada da área e finalizar colocado para fora da meta de Jeferson.

O resultado premia o estilo de jogo imposto por Rodrigo Cascca no Águia Negra. Com paciência e movimentação, a equipe toma a bola para si e encurrala seu adversário, dentro ou fora de casa.

“É natural pela posição que a gente está e pelo momento dar uma relaxada, mas não pode. A gente fez uma boa partida dentro das possibilidades que a gente teve”, disse Cascca após o duelo.

A maneira de atuar do ABC também agrada, com transição rápida, de pé em pé. Suspenso, o meio-campista Lucas fez falta para ajudar na chegada e acionar os atacantes.

O zagueiro e capitão do ABC, Luiz Henrique, tentou justificar a derrota.

“Acho que a gente se impôs. Fez o nosso futebol. Eu não sei nem explicar o que está acontecendo. O time está jogando bem. Estamos criando as chances, tentando fazer o gol”.

Na próxima rodada, a penúltima da primeira fase, o Águia visita a Serc e o ABC joga fora de casa com o Aquidauanense.

O restante da nona rodada será completa no sábado de Carnaval. Os jogos são os seguintes:

Serc x Sete (15h, Estádio da Serc)
Operário de Dourados x Operário (15h, Chavinha)
Novo x Comercial (15h, Morenão)
Costa Rica x Aquidauanense (16h, Laertão)
Corumbaense x Urso (16h, Arthur Marinho)

CLASSIFICAÇÃO

  Times P SG GP GC V D E J %
1   Águia Negra 22 16 23 7 7 1 1 9 81%
2   Operário 14 6 13 7 4 1 2 7 67%
3   Corumbaense 14 6 13 7 4 2 2 8 58%
4   Sete 13 2 11 9 4 3 1 8 54%
5   Comercial 13 1 8 7 4 3 1 8 54%
6   Costa Rica 13 0 10 10 4 3 1 8 54%
7   Aquidauanense 12 2 12 10 3 2 3 8 50%
8   Serc 9 -3 6 9 2 3 3 8 38%
9   União/ABC 8 -2 7 9 1 3 5 9 30%
10   Urso 7 -1 6 7 1 2 4 7 33%
11   Novo 4 -8 9 17 1 6 1 8 17%
12 Operário-DD 2 -19 6 25 0 6 2 8 8%

Na tarde do velho e do novo, Comercial quebra invencibilidade do Águia Negra

O Comercial foi encurralado pelo Águia Negra na tarde deste sábado (9), no Morenão, pela sexta rodada do Campeonato Estadual.

Mas, ainda que no sufoco, o Colorado saiu com a vitória por 1 a 0 e acabou com a invencibilidade do líder da competição.

Os 176 torcedores que se arriscaram em prestigiar o jogo no estádio universitário viram uma atuação irreparável do goleiro Rodolfo, velho personagem do futebol sul-mato-grossense.

Campeão estadual com a camisa encarnada em 2010, o arqueiro fez pelo menos quatro grandes defesas para garantir o triunfo.

Quando não intercedeu, Rodolfo contou com o zagueiro André Bahia, que evitou o gol do centroavante Pedro praticamente em cima da linha, aos 8 minutos do segundo tempo, quando o placar ainda era 0 a 0.

Bahia havia entrado no lugar do capitão e volante improvisado na zaga Fernando Prado, que deixou o campo rumo a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Leblon com suspeita de ruptura de ligamentos do joelho direito. A contusão ocorreu em dividida com o atacante Guilherme, nos primeiros minutos da etapa inicial.

A tarde era também do novo. Não do Novo, time da Capital que levou acachapantes 5 a 1 do Aquidauanense no Noroeste, em jogo simultâneo ao disputado no Morenão.

Enquanto Rodolfo segurava tudo na defesa, o novo reforço do Comercial, Vandinho, resolvia no ataque, mesmo que fora de sua posição original.

Contratado com o Estadual em andamento, o lateral-esquerdo vice-campeão com o Novo em 2017 marcou o gol colorado, aos 18 minutos do segundo tempo.

Vandinho, que entrou após o intervalo na vaga do volante Matheus, aproveitou a sobra da dividida entre o comercialino França e o goleiro Filipe para chacoalhar as redes do gol do Auto Cine.

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Vandinho marcou o gol da vitória do Comercial (Foto: Jones Mário/Retranca.blog)

“Cheguei semana passada. Não consegui jogar o Comerário. Hoje foi minha estreia, graças a Deus pude estrear bem”, disse o debutante Vandinho ao fim do jogo.

Ovacionado pelos poucos torcedores nas arquibancadas, Rodolfo também comentou a vitória e elogiou o time adversário.

“Dificilmente a gente vai ver no campeonato uma equipe com um futebol tão belo como o do Águia Negra. Mas o professor nosso [Mário Tilico] está de parabéns. Ele acalmou o time no intervalo e a gente voltou com uma postura diferente”.

Rodolfo ainda aproveitou e fez as contas para a classificação às quartas de final.

“Chegamos a dez pontos. Creio que com mais duas vitórias, ou cinco pontos, a gente já estará no mata-mata”

Já o preparador físico Virgílio Netto, que comandou o Águia Negra do banco de reservas, minimizou a quebra da invencibilidade.

“A derrota existe dentro do futebol. Nosso grupo é experiente e a gente sabia que isso poderia acontecer. Poderia acontecer hoje ou no final”.

O técnico Rodrigo Cascca não dirigiu o Águia no Morenão por causa de compromissos pessoais. A ausência do treinador neste sábado era algo já combinado com a diretoria do clube de Rio Brilhante.

Antes de tudo o que você acabou de ler acontecer, jogadores, arbitragem e torcedores respeitaram o minuto de silêncio em lembrança aos dez garotos da base do Flamengo, mortos na sexta-feira (8) em decorrência de um incêndio no CT Ninho do Urubu, no Rio de Janeiro.

RODADA

Sábado (9)
Comercial 1 x 0 Águia Negra
Aquidauanense 5 x 1 Novo

Domingo (10)
10h – União/ABC x Corumbaense
16h – Operário x Serc
16h – Urso x Sete
16h – Costa Rica x Operário de Dourados

CLASSIFICAÇÃO

  Times P SG GP GC V D E J %
1   Águia Negra 13 12 17 5 4 1 1 6 72%
2   Aquidauanense 11 4 10 6 3 1 2 6 61%
3   Comercial 10 1 6 5 3 2 1 6 56%
4   Costa Rica 9 -1 6 7 3 2 0 5 60%
5   Serc 7 0 5 5 2 2 1 5 47%
6   Corumbaense 6 2 7 5 2 2 0 4 50%
7   Operário 6 1 5 4 2 1 0 3 67%
8   União/ABC 5 0 4 4 1 1 2 4 42%
9   Urso 5 0 4 4 1 1 2 4 42%
10   Sete 3 -3 2 5 1 2 0 3 33%
11   Novo 1 -6 4 10 0 3 1 4 8%
12   Operário-DD 0 -10 4 14 0 4 0 4 0%

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A troca, o susto, o choro e a cobrança que deixaram o Comerário mais especial

Fernandinho vestiria a camisa 15 e sentaria no banco de reservas do Operário não fosse pela lesão de Daniel, sentida no aquecimento antes do clássico de domingo (3), com o Comercial.

Mas o santo de Fernandinho é forte. Trocou a 15 pela 11 que vestiria Daniel e, com o novo número nas costas, o paulista de Rio Claro marcou o gol da virada e sofreu o pênalti que culminou no terceiro e último gol do 3 a 1 operariano sobre o maior rival. Mesmo improvisado, foi o melhor jogador da partida.

Fernandinho que havia saído do banco de reservas para ampliar o marcador na estreia, contra o Corumbaense, quando o Carijó ameaçava pressão.

Fernandinho com o qual o Operário já não contava, pois dava como certa sua ida para o futebol boliviano.

Fernandinho precisa ser titular da equipe comandada por Arilson Costa.

Quem não deve ser titular por pelo menos 20 dias é Murilo, do Galo. Não porque perdeu a bola que acabou no fundo das redes de Jota após Hyago roubá-la e passá-la para Renato Maceió marcar.

Pouco depois da falha, o lateral-direito assustou quando caiu no gramado no fim do primeiro tempo.

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Murilo deixou gramado do Morenão de ambulância (Foto: Anderson Ramos/Divulgação OFC)

Murilo desabou no gramado, chacoalhando a perna, após nova dividida com Hyago. Um amigo jornalista chegou a alertar os paramédicos atrás do gol para a possibilidade de convulsão.

As travas da chuteira do jogador comercialino causaram um corte profundo no tornozelo de Murilo, que deixou o campo de ambulância.

O lateral foi atendido dentro do estádio. De curativo na perna, Murilo foi abraçado e consolado pelos companheiros de time ao término do clássico. E chorou.

Enquanto Murilo soluçava, o goleiro colorado Rodolfo esbravejava. Dizia que o Comercial sofreu um gol “infantil”, que um time “juvenil” não levaria.

Rodolfo se referiu ao gol de empate, derivado de uma cobrança de lateral. O goleiro ainda falou que a bola chutada por Jorginho estava em suas mãos, mas o capitão Fernando Prado desviou de cabeça e tirou a pelota de seu alcance.

Cobrou “o máximo de atenção” e avaliou que a equipe comercialina voltou “desligada” para o segundo tempo.

O arqueiro ainda alfinetou o árbitro Augusto Borges Ortega, que marcou pênalti cometido por ele em Fernandinho e convertido por Alberto.

“Tinha um grande árbitro, o Marcos Mateus, que poderia muito bem apitar essa partida”, sugeriu.

De casa ou mesmo do estádio, Marcos Mateus viu e provavelmente gostou do 190º Comerário.

A partida teria todos os elementos de um grande clássico se as arquibancadas do Morenão estivessem um pouco mais cheias. Foram 2,5 mil torcedores, cerca de um quinto da capacidade liberada do estádio.

RESULTADOS DA 5ª RODADA

Aquidauanense 0 x 2 Sete de Dourados
Operário de Dourados 0 x 2 Corumbaense
União/ABC 0 x 1 Serc
Urso 2 x 2 Águia Negra
Costa Rica 2 x 1 Novo

CLASSIFICAÇÃO

  Times P SG GP GC V D E J %
1   Águia Negra 13 13 17 4 4 0 1 5 87%
2   Costa Rica 9 -1 6 7 3 2 0 5 60%
3   Aquidauanense 8 0 5 5 2 1 2 5 53%
4   Comercial 7 0 5 5 2 2 1 5 47%
5   Serc 7 0 5 5 2 2 1 5 47%
6   Corumbaense 6 2 7 5 2 2 0 4 50%
7   Operário 6 1 5 4 2 1 0 3 67%
8   União/ABC 5 0 4 4 1 1 2 4 42%
9   Urso 5 0 4 4 1 1 2 4 42%
10   Sete 3 -3 2 5 1 2 0 3 33%
11   Novo 1 -2 3 5 0 2 1 3 11%
12   Operário-DD 0 -10 4 14 0 4 0 4 0%

Com expulsão inusitada, ABC manda para os ares a chance de virada sobre o Novo

A árbitro Ronan Machado Lima expulsou Luberto, do União/ABC, quando ainda aguardava a chegada da Polícia Militar ao Morenão, na noite desta quinta-feira (31).

O lateral-direito tinha tempo, pois o efetivo só chegaria ao estádio cinco minutos depois. Mesmo assim, preferiu urinar ali mesmo, no gramado, ao invés de voltar ao vestiário para se aliviar.

O juiz flagrou e, ao contrário de Luberto, não aliviou. Cartão vermelho.

O meio-campista Alex Marques acabou ganhando a chance no time titular de Paulo Mulle. O volante Raylan foi deslocado para ocupar a lateral do displicente Luberto.

O compromisso do ABC com o Novo, pela quarta rodada do Campeonato Estadual, começou com dez minutos de atraso e terminou com 2 a 2 no placar.

A equipe do técnico Piá era encurralada pelos comandados de Mulle. Não conseguia trocar três passes.

O ABC se movimentava freneticamente. O camisa 10, Marcelinho, vinha buscar a bola no campo defensivo.

O camisa 8, Lucas, buscava a pelota, levava para o ataque, aparecia na área, lançava. Incansável e muito participativo.

Sobrava movimentação, mas transbordava ansiedade. O ABC abusava das esticadas.

E foi na bola parada que o Novo surpreendeu. Primeiro aos 39 minutos, com o zagueiro Lucas, que encobriu o goleiro Jeferson após cabeçada na bola alçada na área pelo meio-campista Márcio.

Depois nos acréscimos, com o também zagueiro João Pedro. O Novo cobrou falta rápido e surpreendeu a defesa do ABC, que viu o camisa 4 se jogar na pelota e desviar cruzamento para as redes.

Os jogadores do ABC voltaram determinados em virar o jogo. Os lançamentos equivocados deram lugar às triangulações, quase sempre pelo lado esquerdo do ataque.

Foi por ali que o atacante Luan fez valer a Lei do Ex e diminuiu a desvantagem no marcador, aos 7 minutos da etapa final, invadindo a área e batendo na saída do goleiro Jackson, após passe de Everton.

Dez minutos depois, Lucas colocou a bola na cabeça de Everton, que empatou a partida.

Em seu segundo jogo pelo Estadual, o Novo dava sinais de esgotamento. O mais forte deles foi o pênalti atabalhoado cometido pelo zagueiro Lucas sobre o meio-campista Lucas, já nos minutos finais da peleja.

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Everton desperdiçou pênalti nos últimos minutos de jogo (Foto: retranca.blog)

Mas Everton mandou a cobrança pelos ares, longe da meta de Jackson.

Ao término do jogo, o técnico Paulo Mulle disse que tentou avisar o camisa 9 para mudar o jeito de bater a penalidade.

“Ele treina essa batida sempre em cima, mas tá no fim do jogo e a perna tá pesada. Não pode bater em cima. Essa bola vai subir”. E subiu.

Do lado do Novo, o treinador Piá não perdoou a segunda metade ruim de seus jogadores.

“Nós demos os dois gols e depois, num pênalti infantil, quase perdemos o jogo. Nossa equipe foi dispersa no segundo tempo”.

O empate em 2 a 2 mantém o Novo na zona de rebaixamento do Estadual, enquanto o União é o quinto colocado.

Se não houver nenhuma mudança na tabela – rotina no atual campeonato -, o ABC volta a campo no sábado (2), às 20h10, no Morenão, para receber a Serc pela quinta rodada.

Já o Novo encara o Costa Rica fora de casa, no Laertão, no domingo (3), às 16h.

CLASSIFICAÇÃO

Equipes

P

J

V

GP

SG

1º Águia Negra

 12

 4

 4

15

 13

2º Aquidauanense

 8

 4

 2

 5

 2

3º Comercial

 7

 4

 2

 4

 2

4º Costa Rica

 6

 4

 2

 4

-2

5º União/ABC

 5

 3

 1

 4

 1

6º Urso

 4

 3

 1

 2

 0

7º Serc

4

4

1

4

-1

8º Corumbaense

3

3

1

5

0

9º Operário

3

2

1

2

-1

10º Novo

1

2

0

2

-1

11º Sete

0

2

0

0

-5

12º Operário de Dourados

0

3

0

4

-8

Comercial afugenta o Urso do Morenão antes do clássico; veja a classificação

O gol de Renato Maceió aos 25 minutos do segundo tempo, aproveitando a bela enfiada de Danilo, sacramentou a retomada do Comercial ao caminho das vitórias.

Depois de duas rodadas sem triunfos, o Colorado bateu o Urso, de Mundo Novo, por 1 a 0, na noite desta quarta-feira (30), no Morenão, pela quarta rodada do Campeonato Estadual.

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Lance de Comercial e Urso, no Morenão (Foto: retranca.blog)

A peleja foi acompanhada por 218 torcedores (129 pagantes e 89 não pagantes), para uma renda de R$ 1.640,00.

Como o placar e o tempo do gol já adiantam, a partida não foi fácil para os comandados do técnico Mário Tilico.

O Colorado fez um primeiro tempo ruim. Não pressionou no início como deveria, já que vinha de dois resultados indesejados e estava em casa. Deu a bola para o Urso, que errou muitos passes e irritou o técnico Pedro Caçapa. O treinador falou sobre “excesso de confiança” aos seus atletas, já no vestiário.

Na volta para a segunda etapa, Tilico sacou o camisa nove Lucas Dronov e apostou em Ryan, que jogou na armação. A troca provocou maior movimentação dos atacantes Renato Maceió e França, que se revezavam no papel de se enfiar nas costas da zaga do Urso. O gol saiu em uma dessas jogadas.

Outra mudança proposta por Tilico foi recuar o volante Fernando Prado para a zaga, adiantando o improvisado Erthal para o meio-campo, sua posição de origem. A transição defesa-ataque funcionou melhor.

Autor do gol, Maceió relevou a turbulência nos bastidores e o desligamento do meia Paulo Roberto, que brigou com o zagueiro André Bahia no intervalo da derrota para o Aquidauanense.

“O grupo ficou mais forte e a gente vai mais confiante ainda para cima dos caras”, disse.

Os “caras” a quem Renato Maceió se refere são os jogadores do Operário, próximo adversário do Comercial. O clássico será no domingo (3), no Morenão, às 16h.

Com a vitória sobre o clube de Mundo Novo, o Colorado vai a terceira posição na tabela, com 7 pontos em quatro jogos.

O Urso, time que mais viaja nesse campeonato, é o sexto colocado, com 4 pontos em três partidas.

RODADA

Empate sem gols em Chapadão do Sul entre Serc e Aquidauanense à parte, a rodada no interior foi bastante movimentada.

Em Rio Brilhante, o Águia Negra passou o trator sobre o Operário de Dourados com ressoantes 6 a 1, no Ninho da Águia. Jhonatan, Salomão (duas vezes), Guilherme (também duas vezes) e Kareca fizeram os gols do time rubro-negro. O Tigre deu o troco com Bala.

No Arthur Marinho, o Corumbaense matou a saudade da torcida com uma goleada por 4 a 1 sobre o Costa Rica. Alexandro, Rafael (duas vezes) e Frankilin marcaram para o Carijó, enquanto Firmino deixou o seu a favor da Cobra do Norte.

Nesta quinta (31), Novo e União/ABC também jogam pela quarta rodada, às 20h10, no Morenão.

CLASSIFICAÇÃO

Equipes

P

J

V

GP

SG

1º Águia Negra

 12

 4

 4

15

 13

2º Aquidauanense

 8

 4

 2

 5

 2

3º Comercial

 7

 4

 2

 4

 2

4º Costa Rica

 6

 4

 2

 4

-2

5º União/ABC

 4

 2

 1

 2

 1

6º Urso

 4

 3

 1

 2

 0

7º Serc

4

4

1

4

-1

8º Corumbaense

3

3

1

5

0

9º Operário

3

2

1

2

-1

10º Novo

0

1

0

0

-1

11º Sete

0

2

0

0

-5

12º Operário de Dourados

0

3

0

4

-8

ABC tropeça, levanta e busca empate com o Comercial; veja a classificação

comercial x uniao abc - jones mario

Lance de ABC x Comercial no Estádio Morenão (Foto: Retranca.blog)

O lateral-esquerdo Gabriel, 20 anos, era o segundo mais novo do União/ABC em campo. Só perdia para o goleiro Breno, de 19.

A inexperiência fez Gabriel dar um afobado carrinho e derrubar o atacante do Comercial, França, dentro da área. Pênalti marcado e convertido pelo camisa nove Léo Mineiro, aos 29 do primeiro tempo.

Dali pra frente Gabriel era só correria. Queria apagar a bobagem que fez.

A bronca no vestiário do ABC foi ouvida de dentro do gramado do Morenão, entre uma trovoada e outra na noite desta quarta-feira (24). “A imprensa tá aí!”, gritou alguém.

Além da imprensa, 234 torcedores acompanharam a peleja no Morenão. A torcida do ABC se concentrou nas cadeiras, enquanto a colorada ficou nas arquibancadas.

Com velocidade, o jovem time do técnico Paulo Mulle empurrava o Comercial para trás após o intervalo.

Faltava finalização. Os reservas do ABC que aqueciam atrás do gol reclamavam que os titulares queriam entrar com bola e tudo na meta defendida pelo experiente Rodolfo.

Rodolfo que fez cera ainda no primeiro tempo. Aguardava a pressão dos atacantes do ABC para só então agarrar a bola que sobrava.

Mesmo no lado oposto do campo, Everton pareceu ouvir seus companheiros. Recebeu na entrada da área e chutou forte sem hesitar. Rodolfo, desta vez, não agarrou. 1 a 1, aos 36 minutos da etapa final.

Deu tempo ainda do volante Danilo acertar a trave do goleiro Breno, em cobrança de falta, e do atacante França ser expulso após levar o segundo cartão amarelo.

Mas o placar permaneceu o mesmo.

O técnico do Comercial, Mário Tilico, mexeu uma vez só – Matheus Gabriel no lugar de Léo Mineiro – e achou justo o empate. “Está tudo dentro do planejamento”, revelou.

O professor do ABC, Paulo Mulle, lamentou o gol tardio e o vacilo de Gabriel ao cometer o pênalti, mas achou que dava para ter saído do Morenão com a vitória. “Infelizmente foi um ponto só. Nós queríamos três”.

ABC e Comercial jogam rodada dupla no estádio universitário, domingo (27), pela próxima rodada. O primeiro encara o Sete de Dourados, às 10h. O segundo duela com o Aquidauanense, às 16h.

RODADA

Ainda nesta quarta, em Rio Brilhante, o Águia Negra passou por cima do Operário, com sonoros 3 a 0 no Estádio Ninho da Águia. Gols de Pedro, Guilherme e Gugu.

No Laertão, o Costa Rica impôs nova derrota ao Sete de Dourados, por 1 a 0. Gol de Miller.

Mais cedo, no Noroeste, Aquidauanense e Urso empataram em 1 a 1. O Azulão fez com Agnaldo, enquanto Filipe anotou o tento do clube de Mundo Novo.

CLASSIFICAÇÃO

Equipes P J V GP SG
1º Águia Negra  6  2  2 7  7
2º Comercial  4  2  1  3  2
3º Aquidauanense  4  2  1  4  1
4º União/ABC  4  2  1  2  1
4º Urso  4  2  1  2  1
6º Serc 3  2  1  3  0
7º Costa Rica 3 2 1 1  0
8º Operário 3 2 1 2 -1
9º Novo 0 1 0 0 -1
10º Corumbaense 0 1 0 0 -2
11º Operário de Dourados 0 2 0 3 -3
12º Sete 0 2 0 0 -5

Promotor lava as mãos e pendura Morenão na conta do Aleixo

luiz eduardo de almeida - vistoria morenão

Promotor Luiz Eduardo de Almeida e vice-presidente da FFMS Marco Tavares no Morenão
(Foto: Ana Paula Leite/MPE)

O promotor de Justiça Luiz Eduardo de Almeida pareceu ter os dois pés atrás para liberar o Estádio Morenão.

Deu um “ok” aos laudos de engenharia, segurança, prevenção e combate a incêndio e pânico e vigilância sanitária  – entregues pela Federação de Futebol do Estado (FFMS) -, mas quis ver com os próprios olhos as condições da praça esportiva.

Fez ressalvas diante da sujeira encontrada em pontos do estádio durante a vistoria na manhã de quinta-feira (17).

Acabou por liberar o lado coberto do Morenão, não sem antes exigir uma série de novos reparos e adequações nos sistemas estrutural e elétrico, que devem ser corrigidos em até três meses para evitar uma interdição.

Os problemas foram apontados como de “grau médio” pelo engenheiro Eduardo Aleixo, responsável pelo laudo de engenharia que aprovou – com restrições – as condições da praça esportiva.

Mas a prova cabal da hesitação do promotor em autorizar o uso do estádio se concretizou na quarta-feira (16), quando se reuniu com Aleixo e conseguiu um álibi.

Luiz Eduardo de Almeida fazia questão do encontro. Queria a presença do engenheiro na 43ª Promotoria, fosse na quarta, fosse na quinta-feira, como mostram os autos do inquérito aberto para apurar as condições de segurança do torcedor no Morenão.

Aleixo foi até o promotor faltando quinze minutos para o fim do expediente comercial. Se deparou com o relatório de vistoria elaborado pelo Departamento Especial de Apoio às Atividades de Execução (Daex) do MPE. O documento reforçava os problemas estruturais já observados pelo engenheiro e apontava outros.

O profissional foi questionado sobre o risco efetivo de algum incidente no Morenão diante das anomalias de grau médio.

Eduardo Aleixo não se atreveu a contrapor o documento do Daex e ainda garantiu não haver risco algum.

Era o que o promotor queria ouvir, tanto que logo encerrou a reunião.

Luiz Eduardo de Almeida expôs o garantia dada por Aleixo na deliberação em que comunicou a liberação do estádio. Duas vezes.

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Fac-símile: promotor reproduz garantia do engenheiro na deliberação que liberou o Morenão

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Fac-símile: duas vezes

De mãos limpas, o promotor aparenta ter colocado o principal estádio de Campo Grande na conta do engenheiro.

Fato é que ninguém está disposto a segurar a bucha. O risco de olhar para dentro do canhão e ver uma luz flamejante é cada vez maior.

Gandula de Carlos Germano por eternos 30 minutos

GERMANO (2)

Manhã de sábado. Uma chuva fria e chata insistia em cair. O mau tempo ajudou a afastar o campo-grandense do Morenão, que recebia um amistoso beneficente. De um lado, Washington “Coração Valente” e Jorge Wagner comandavam os que vestiam vermelho. De outro, Túlio Maravilha, Ronaldão e Carlos Germano estrelavam o time azul. Vascaíno, eu só queria saber mesmo era de Germano, de camisa verde, número 22.

Suspeitei que o portão 20 do Morenão, o da imprensa, estaria aberto. Acertei. Agarrei o guarda-chuva, uma caneta e meu caderno dez matérias com motivos cruz-maltinos. Entrei no estádio e me abriguei abaixo da arquibancada do placar nos primeiros minutos. A água continuava caindo. Germano defendia a meta do Paliteiro, no lado oposto. De onde estava, vi o goleiro do maior título da história do Vasco – a Copa Libertadores de 1998 – sofrer o primeiro gol da peleja.

A chuva deu brecha e decidi que era hora de me aproximar do ídolo. Dei a volta no campo pela faixa de grama que antecede o fosso. Dois minutos depois e estava a cinco metros de Germano.

Alguém finalizou e a pelota passou à sua esquerda. Ela rolou irregular e parou antes da pista que cerca as quatro linhas. Fui buscá-la e, quando me dei conta, era gandula de Carlos Germano. Fiquei meio bobo, meio honrado. A aventura durou uns 30 minutos.

Germano pediu um copo d’água. O goleiro reserva foi levar. O time azul atacava e senti que poderia chamar a atenção do ídolo naquele momento.

-Germanô! Germano, por favor…

Foi o que eu disse, apontando para a caneta e o caderno. Achei que seria brega dizer: “Me dá um autógrafo”. Ele fez que viria em minha direção, olhou para trás e viu os caras de vermelho em contra-ataque.

-Espera aí. Deixa só eu pegar essa bola.

E pegou. Chute rasteiro no contrapé e Germano buscou fácil. Repôs com o zagueiro e sua equipe tratou de sair para o jogo. Germano se voltou para mim.

-Aguenta aí. Tá acabando o primeiro tempo e já falo com você. E nosso Vasco?

Nosso Vasco.

-Tá precisando de você, pô. Tá faltando você lá.

O goleiro reserva estava próximo e pensou que eu estivesse criticando o atual arqueiro vascaíno, Martín Silva. Eu não estava. Germano acabou achando a mesma coisa.

-O único que presta no time é o goleiro.

A crítica em tom irônico me fez rir e concordar com meu ídolo.

Washington cabeceou uma bola para defesa de Germano. Eu quis gritar: “Aqui tem goleiro!”, mas me segurei. Uma outra finalização passou à direita do gol e foi parar na pista. Fui buscar e deixei próxima da meta. Germano viu, fez sinal de positivo. A sensação meio bobo/meio honrado voltara.

Trilou o apito para o fim do primeiro tempo. Fui na direção de Germano e ele se aproximou. Nos encontramos sobre a linha de fundo. Enquanto ele tirava as luvas, eu observava. Quis ajudar, mas não precisou. Entreguei-lhe caneta e caderno. Ele titubeou.

-Assino onde? Na capa mesmo?

-Sim, sim. No espaço em branco.

-Será que não vai sair a tinta?

-Não, pô. Vou guardar bem.

Assinou, com direito a “saudações vascaínas”. Cumprimentei Germano, meio sem jeito. Certo de que nosso encontro terminaria ali, agradeci por tudo que fez pelo nosso Vasco, dentro e fora de campo. Tiramos uma selfie.

Para minha surpresa, Germano puxou assunto. Falou que o Vasco não merecia “isso”. Entendi que “isso” eram os três rebaixamentos em oito anos. Insisti que faltava alguém como ele dentro do clube, um cara vencedor, e perguntei porque ele não seguiu como treinador de goleiros, função que exercia até o retorno de Eurico Miranda à presidência. Ele me explicou que, com a troca no comando, sobrou para todo mundo.

-Por mim, eu não sairia nunca do Vasco.

Aquilo me arrepiou.

Germano seguiu e lamentou a rixa política no clube. Afirmou que Eurico se preocupa em perpetuar-se no Vasco apenas por benefício próprio. Protestou contra a aparelhagem operada pelo mandatário, designando filhos seus para tomar conta de setores vitais. Demonstrou apoio à candidatura do ex-médico do Gigante, Alexandre Campello, que deve enfrentar Eurico em eleição no fim do ano.

Sereno, atencioso, olhos nos olhos. Eu estava diante de um cara formado no Vasco, com mais de 600 jogos pelo clube, campeão brasileiro e continental com o Cruz-Maltino, vice-campeão mundial pela seleção brasileira em 1998. Entenderia se ele fosse arrogante. Além de não ser, esbanjou o respeito que só um verdadeiro ídolo é capaz de emanar.

Germano é um cara ciente de seu tamanho na história do clube e de tudo o que representa. Ele é gigante. Camisa um da era mais gloriosa do Vasco. Nem por isso se sente superior ao torcedor que se esgoela na arquibancada de São Januário ou na frente da tevê.

Eu estava atrasado e, se não tivesse forçado a despedida, talvez continuássemos conversando por muito mais tempo. Agradeci Germano novamente e segui meu rumo.

Pode parecer besteira, mas o tempo abriu e fez sol enquanto em caminhava para deixar o Morenão…

Morenão volta encarnado

Dia chuvoso e cinzento. Nada receptivo para uma reestreia. Mas a camisa encarnada do Comercial e o bom futebol de seus jogadores tratou de dar cor ao retorno do futebol ao Morenão, onde a bola não rolava desde abril de 2014.

Revitalizado, com parte das arquibancadas agora coloridas como a bandeira da Colômbia, o novo Morenão foi hostil ao Novo. Os comandados do interino Gilberto dos Santos pouco fizeram em campo. Caíram fácil na marcação forte, rápidas triangulações pelos lados do campo e investidas agudas do Comercial, arquitetadas pelo técnico Márcio Bittencourt.

Em uma dessas, Cafu lançou Danielzinho – clamorosamente impedido -, que entrou na área, cortou o marcador e passou para Glauber fazer o pivô ao camisa 10, Rodrigo Ost. Com um chute rasteiro, Ost reinaugurou as redes do gol do Auto Cine.

A arbitragem também ignorou quando o zagueiro e capitão comercialino, David, deixou a bola sair pela lateral. Jefferson aproveitou, roubou a redonda e invadiu a área para vencer o goleiro Martins.

Antes do intervalo, Glauber encontrou Danielzinho livre pela ponta esquerda, que cruzou rasteiro para Roger completar e recolocar o Comercial na frente.

Durante o intervalo, Maguila e Luan, respectivamente volante e atacante do Novo, se aqueceram sob a chuva. O prefeito Marquinhos Trad distribuiu sorrisos e apertos de mão nas cadeiras numeradas. No mesmo setor, o presidente do Operário, Estevão Petrallás, e seu diretor de marketing, Orlando Arnoud Junior, papearam. Talvez pensando em baixar o preço dos ingressos, já que as 2.483 pessoas no Morenão pagaram, em média, R$ 15, valor R$ 10 mais barato que a média dos bilhetes para a estreia do Galo.

Depois do intervalo, Maguila lançava Luan, que rabiscava pelo lado esquerdo. Em uma oportunidade, o atacante serviu Jhonatan e viu o colega de vestiário desperdiçar. Em outra, finalizou de primeira e viu Martins crescer e impedir o empate.

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Comercialino Martins teve pouco trabalho sob as traves (Foto: Jones Mário)

A torcida comercialina gostou quando o centroavante Erik, mesmo com uns quilos a mais, entrou no lugar de Rodrigo Ost. Bittencourt gostou de Ost e cumprimentou calorosamente seu camisa 10. Já Ost gostou de jogar solto, flutuando no meio-campo e entrando na área. Segundo ele, foi assim que o professor pediu.

Seja pela chuva, seja porque o Novo tentava jogar, a partida ficou feia e o 2 a 1 permaneceu no placar. Placar, aliás, que segue sem funcionar no novo Morenão.

O Novo tentará se recuperar diante daquele que inspirou sua fundação: o Operário. Quem vier para assumir o comando do time terá bastante trabalho para fazer os 11 em campo se entenderem.

O Comercial viaja até Chapadão do Sul para encarar a Serc e deve voltar de lá com o dobro de pontos que soma hoje.

Quanto ao Morenão, vale lembrar: Comercial e Novo estrearam em 2015 para 476 testemunhas no Olho do Furacão, e, em 2016, diante de 1.121 aficionados nas Moreninhas. Os 2.483 torcedores (debaixo de chuva e em fim de mês) deste domingo deixam claro o quanto o gigante fez falta ao futebol local.