Valor da dívida de Operário e Comercial pagaria reforma geral do Morenão

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Federação e UFMS pagaram obras para regularizar Morenão este ano (Foto: Edemir Rodrigues/Governo de MS)

* Pra ler ouvindo “Dívida”, do Ultramen.

Às vésperas de estrear na edição de 2020 do Campeonato Sul-mato-grossense, Operário e Comercial lideram outra competição – e com folga. Na tabela do “nome sujo”, a dupla de Campo Grande soma dívida de R$ 4,1 milhões com a União.

O valor pagaria a reforma geral do Estádio Pedro Pedrossian, o Morenão, orçada em aproximadamente R$ 4 milhões pelo governo do Estado.

A administração estadual promete iniciar a obra após o campeonato deste ano. Os recursos sairão do Fundo Estadual de Defesa do Consumidor, para onde vão as multas aplicadas pelo Procon-MS.

Galo e Colorado mandam seus jogos em casa no Morenão, mas quem custeou os serviços de readequação para manter o local de portões abertos este ano foram FFMS (Federação de Futebol do Estado) e UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). A primeira injetou R$ 120 mil; a segunda, cerca de R$ 300 mil.

Desfalque – Conforme consulta à lista de devedores inscritos em dívida ativa da União, o Operário tem o maior débito entre os clubes sul-mato-grossenses que disputam o torneio de futebol este ano. O time alvinegro deve R$ 3 milhões.

A principal fatia corresponde a débitos tributários – R$ 2,7 milhões. Outros R$ 277,7 mil em dívidas previdenciárias e R$ 5,6 mil em multas trabalhistas compõem o restante do desfalque operariano com a União.

O Comercial totaliza débito de R$ 1,1 milhão, ainda segundo consulta à relação de devedores.

Ao contrário do arquirrival, o maior problema do clube vermelho é com o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), ao qual deixou de repassar R$ 752,1 mil.

A equipe ainda tem R$ 365,5 mil em dívidas previdenciárias; R$ 16,1 mil em multas trabalhistas; e R$ 5,7 mil em débitos tributários.

Uma vez inscrito na dívida ativa, um clube pode ser acionado judicialmente e forçado a regularizar o calote. O processo é capaz de incluir penhora e expropriação de bens.

Resposta – Presidente do Comercial, Valter Mangini defende que o grosso da dívida de R$ 1,1 milhão remete a anos anteriores a 2010.

O mandatário avalia que o valor “não é muito alto para um clube”. Segundo ele, a venda de um jovem jogador revelado no Colorado soluciona o problema.

Mangini ainda disse que “não é o momento de falar em dívida”, pois o time está focado na estreia pelo Estadual, neste sábado (1). O jogo é às 15h, no Morenão, diante do Águia Negra.

O presidente do Operário, Estevão Petrallás, foi contatado, estava ocupado e prometeu retornar, mas não o fez até esta publicação.

O Galo debuta neste domingo (2), também no estádio universitário, a partir das 15h, contra a Pontaporanense.

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Operário e Comercial são únicos da Capital no Estadual 2020 (Foto: Fundesporte)

Interior – Entre os representantes do interior, maioria no campeonato, o débito mais significativo com a União pertence ao Corumbaense, com R$ 47,6 mil – R$ 43,4 mil previdenciário e R$ 4,1 mil tributário.

Atual campeão, o Águia Negra empilha desfalque de R$ 21,3 mil, dos quais R$ 17,4 mil em dívidas tributárias e R$ 3,9 mil previdenciárias.

De volta à Série A, o Maracaju totaliza R$ 4 mil em débitos previdenciários.

Conforme busca na lista de inscritos na dívida ativa, Aquidauanense, Cena, Costa Rica, Pontaporanense e Serc têm situação regular perante a União.

Da desconfiança à superação: Comercial só encontra seu limite nas semifinais

Janeiro de 2019. De olho no elenco e no futebol apresentado nas primeiras rodadas, o mais óbvio era palpitar por uma eliminação do Comercial ainda nas quartas. Houve quem apostasse na queda para a Série B.

Como se já não fosse suficiente a desconfiança sobre o potencial da equipe, os problemas extracampo infestaram o time vermelho durante a competição. Salários atrasados e até dificuldades com local para treinar.

Abril de 2019. Colorado só para na semifinal do Campeonato Estadual. Deixa o Corumbaense pelo caminho e cai diante da “cascuda” equipe do Aquidauanense.

Aquele pé atrás da torcida em relação ao Comercial e todos os percalços enfrentados pelo grupo fora das quatro linhas serviram de combustível para os atletas.

Em meio a olhares hesitantes e caos administrativo, restou ao grupo comandado por Mário Tilico honrar a camisa encarnada. Em suas entrevistas, o professor sempre buscou exaltar a grandeza do Colorado e sua história vencedora em Mato Grosso do Sul.

O discurso não deve ser diferente nos vestiários e foi assimilado pelos jogadores, que jogaram sempre no limite do que poderiam render.

Mas motivação e superação não valeriam de nada em um time completamente desorganizado em campo. Há também um pouco de lógica na campanha de semifinalista do Comercial.

Para começar, o torcedor mais atento sabe a escalação colorada. Se não inteira, ao menos conhece a espinha dorsal da equipe. Mérito de Mário Tilico, que apostou na repetição dos titulares para solidificar um time.

Rodolfo, Juninho Pavi, Gilson Lins, Felipe Azevedo, França, Hyago… O Comercial tinha uma espinha dorsal. Estes jogadores só deixaram a equipe por lesão ou rara opção técnica de Tilico em algumas circunstâncias das partidas.

Com um grupo limitado e enxuto, o Comercial oscilou bastante. Após a derrota para o Operário no clássico, chegaram os reforços que a equipe precisava para se equilibrar.

Um trio de novidades merece destaque. O meio-campista Julio Cesar tomou a posição de titular de Danilo, até então principal destaque do Colorado.

Sem Danilo, Tilico perdeu chegada, mas ganhou o ritmista – como Tite gosta de dizer. Julio Cesar não aparece de surpresa para finalizar, mas prende a bola ou acelera quando necessário, sempre com muita lucidez e qualidade no passe.

Já o armador Lucas Kattah preencheu uma lacuna no elenco do clube vermelho. Pela camisa 10 já haviam passado Paulo Roberto e Matheus Gabriel – os dois sem sucesso.

Kattah não é nenhum craque. Joga simples, mas se movimenta bastante para receber a bola dos volantes e acionar o ataque. Era a peça que faltava para conectar os contra-ataques velozes.

Na frente, o atacante Gilmar supriu a principal carência no Comercial. A saída de Léo Mineiro no decorrer do campeonato e o baixo rendimento de nomes como Fabiano e Lucas Dronov foram esquecidos com a vinda do camisa 9.

Grandalhão, Gilmar se vira para segurar a bola no campo ofensivo e compensa a técnica limitada com dedicação. Mesmo depois de chegar na metade do Estadual, o atacante fecha a campanha como artilheiro do Comercial, com cinco gols.

Por último, o “fator Rodolfo” foi o fiel da balança (sem trocadilhos com o peso do jogador). O goleiro colorado, campeão em 2010 com a camisa encarnada, acumulou atuações muito acima da média do Estadual deste ano.

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Goleiro Rodolfo durante duelo de volta da semifinal (Foto: Franz Mendes)

O melhor jogo de Rodolfo foi diante do Águia Negra, na primeira fase, quando tornou concretas defesas bastante improváveis. Mas o camisa 1 também foi decisivo nos confrontos de mata-mata.

Contra o Corumbaense, operou um milagre ao defender cabeçada de Romarinho no Morenão, em uma bola que, se passa, decretaria a eliminação do Comercial.

Em Aquidauana, fechou o gol no segundo tempo do confronto de ida com o Azulão e garantiu o empate para o time de Campo Grande.

O Comercial apostou numa receita simples para o Estadual 2019. Reforçou o elenco com precisão quando diagnosticou carências. Reconheceu a diferença técnica contra equipes melhores, jogou no limite e contou com um goleiro inspirado para obter vitórias importantes.

Se a diretoria não honrou sua obrigação com o grupo, o grupo honrou a camisa nove vezes campeã do Estado, deixou tudo em campo e orgulhou seu torcedor.

Na tarde do velho e do novo, Comercial quebra invencibilidade do Águia Negra

O Comercial foi encurralado pelo Águia Negra na tarde deste sábado (9), no Morenão, pela sexta rodada do Campeonato Estadual.

Mas, ainda que no sufoco, o Colorado saiu com a vitória por 1 a 0 e acabou com a invencibilidade do líder da competição.

Os 176 torcedores que se arriscaram em prestigiar o jogo no estádio universitário viram uma atuação irreparável do goleiro Rodolfo, velho personagem do futebol sul-mato-grossense.

Campeão estadual com a camisa encarnada em 2010, o arqueiro fez pelo menos quatro grandes defesas para garantir o triunfo.

Quando não intercedeu, Rodolfo contou com o zagueiro André Bahia, que evitou o gol do centroavante Pedro praticamente em cima da linha, aos 8 minutos do segundo tempo, quando o placar ainda era 0 a 0.

Bahia havia entrado no lugar do capitão e volante improvisado na zaga Fernando Prado, que deixou o campo rumo a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Leblon com suspeita de ruptura de ligamentos do joelho direito. A contusão ocorreu em dividida com o atacante Guilherme, nos primeiros minutos da etapa inicial.

A tarde era também do novo. Não do Novo, time da Capital que levou acachapantes 5 a 1 do Aquidauanense no Noroeste, em jogo simultâneo ao disputado no Morenão.

Enquanto Rodolfo segurava tudo na defesa, o novo reforço do Comercial, Vandinho, resolvia no ataque, mesmo que fora de sua posição original.

Contratado com o Estadual em andamento, o lateral-esquerdo vice-campeão com o Novo em 2017 marcou o gol colorado, aos 18 minutos do segundo tempo.

Vandinho, que entrou após o intervalo na vaga do volante Matheus, aproveitou a sobra da dividida entre o comercialino França e o goleiro Filipe para chacoalhar as redes do gol do Auto Cine.

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Vandinho marcou o gol da vitória do Comercial (Foto: Jones Mário/Retranca.blog)

“Cheguei semana passada. Não consegui jogar o Comerário. Hoje foi minha estreia, graças a Deus pude estrear bem”, disse o debutante Vandinho ao fim do jogo.

Ovacionado pelos poucos torcedores nas arquibancadas, Rodolfo também comentou a vitória e elogiou o time adversário.

“Dificilmente a gente vai ver no campeonato uma equipe com um futebol tão belo como o do Águia Negra. Mas o professor nosso [Mário Tilico] está de parabéns. Ele acalmou o time no intervalo e a gente voltou com uma postura diferente”.

Rodolfo ainda aproveitou e fez as contas para a classificação às quartas de final.

“Chegamos a dez pontos. Creio que com mais duas vitórias, ou cinco pontos, a gente já estará no mata-mata”

Já o preparador físico Virgílio Netto, que comandou o Águia Negra do banco de reservas, minimizou a quebra da invencibilidade.

“A derrota existe dentro do futebol. Nosso grupo é experiente e a gente sabia que isso poderia acontecer. Poderia acontecer hoje ou no final”.

O técnico Rodrigo Cascca não dirigiu o Águia no Morenão por causa de compromissos pessoais. A ausência do treinador neste sábado era algo já combinado com a diretoria do clube de Rio Brilhante.

Antes de tudo o que você acabou de ler acontecer, jogadores, arbitragem e torcedores respeitaram o minuto de silêncio em lembrança aos dez garotos da base do Flamengo, mortos na sexta-feira (8) em decorrência de um incêndio no CT Ninho do Urubu, no Rio de Janeiro.

RODADA

Sábado (9)
Comercial 1 x 0 Águia Negra
Aquidauanense 5 x 1 Novo

Domingo (10)
10h – União/ABC x Corumbaense
16h – Operário x Serc
16h – Urso x Sete
16h – Costa Rica x Operário de Dourados

CLASSIFICAÇÃO

  Times P SG GP GC V D E J %
1   Águia Negra 13 12 17 5 4 1 1 6 72%
2   Aquidauanense 11 4 10 6 3 1 2 6 61%
3   Comercial 10 1 6 5 3 2 1 6 56%
4   Costa Rica 9 -1 6 7 3 2 0 5 60%
5   Serc 7 0 5 5 2 2 1 5 47%
6   Corumbaense 6 2 7 5 2 2 0 4 50%
7   Operário 6 1 5 4 2 1 0 3 67%
8   União/ABC 5 0 4 4 1 1 2 4 42%
9   Urso 5 0 4 4 1 1 2 4 42%
10   Sete 3 -3 2 5 1 2 0 3 33%
11   Novo 1 -6 4 10 0 3 1 4 8%
12   Operário-DD 0 -10 4 14 0 4 0 4 0%

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A troca, o susto, o choro e a cobrança que deixaram o Comerário mais especial

Fernandinho vestiria a camisa 15 e sentaria no banco de reservas do Operário não fosse pela lesão de Daniel, sentida no aquecimento antes do clássico de domingo (3), com o Comercial.

Mas o santo de Fernandinho é forte. Trocou a 15 pela 11 que vestiria Daniel e, com o novo número nas costas, o paulista de Rio Claro marcou o gol da virada e sofreu o pênalti que culminou no terceiro e último gol do 3 a 1 operariano sobre o maior rival. Mesmo improvisado, foi o melhor jogador da partida.

Fernandinho que havia saído do banco de reservas para ampliar o marcador na estreia, contra o Corumbaense, quando o Carijó ameaçava pressão.

Fernandinho com o qual o Operário já não contava, pois dava como certa sua ida para o futebol boliviano.

Fernandinho precisa ser titular da equipe comandada por Arilson Costa.

Quem não deve ser titular por pelo menos 20 dias é Murilo, do Galo. Não porque perdeu a bola que acabou no fundo das redes de Jota após Hyago roubá-la e passá-la para Renato Maceió marcar.

Pouco depois da falha, o lateral-direito assustou quando caiu no gramado no fim do primeiro tempo.

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Murilo deixou gramado do Morenão de ambulância (Foto: Anderson Ramos/Divulgação OFC)

Murilo desabou no gramado, chacoalhando a perna, após nova dividida com Hyago. Um amigo jornalista chegou a alertar os paramédicos atrás do gol para a possibilidade de convulsão.

As travas da chuteira do jogador comercialino causaram um corte profundo no tornozelo de Murilo, que deixou o campo de ambulância.

O lateral foi atendido dentro do estádio. De curativo na perna, Murilo foi abraçado e consolado pelos companheiros de time ao término do clássico. E chorou.

Enquanto Murilo soluçava, o goleiro colorado Rodolfo esbravejava. Dizia que o Comercial sofreu um gol “infantil”, que um time “juvenil” não levaria.

Rodolfo se referiu ao gol de empate, derivado de uma cobrança de lateral. O goleiro ainda falou que a bola chutada por Jorginho estava em suas mãos, mas o capitão Fernando Prado desviou de cabeça e tirou a pelota de seu alcance.

Cobrou “o máximo de atenção” e avaliou que a equipe comercialina voltou “desligada” para o segundo tempo.

O arqueiro ainda alfinetou o árbitro Augusto Borges Ortega, que marcou pênalti cometido por ele em Fernandinho e convertido por Alberto.

“Tinha um grande árbitro, o Marcos Mateus, que poderia muito bem apitar essa partida”, sugeriu.

De casa ou mesmo do estádio, Marcos Mateus viu e provavelmente gostou do 190º Comerário.

A partida teria todos os elementos de um grande clássico se as arquibancadas do Morenão estivessem um pouco mais cheias. Foram 2,5 mil torcedores, cerca de um quinto da capacidade liberada do estádio.

RESULTADOS DA 5ª RODADA

Aquidauanense 0 x 2 Sete de Dourados
Operário de Dourados 0 x 2 Corumbaense
União/ABC 0 x 1 Serc
Urso 2 x 2 Águia Negra
Costa Rica 2 x 1 Novo

CLASSIFICAÇÃO

  Times P SG GP GC V D E J %
1   Águia Negra 13 13 17 4 4 0 1 5 87%
2   Costa Rica 9 -1 6 7 3 2 0 5 60%
3   Aquidauanense 8 0 5 5 2 1 2 5 53%
4   Comercial 7 0 5 5 2 2 1 5 47%
5   Serc 7 0 5 5 2 2 1 5 47%
6   Corumbaense 6 2 7 5 2 2 0 4 50%
7   Operário 6 1 5 4 2 1 0 3 67%
8   União/ABC 5 0 4 4 1 1 2 4 42%
9   Urso 5 0 4 4 1 1 2 4 42%
10   Sete 3 -3 2 5 1 2 0 3 33%
11   Novo 1 -2 3 5 0 2 1 3 11%
12   Operário-DD 0 -10 4 14 0 4 0 4 0%

Comercial afugenta o Urso do Morenão antes do clássico; veja a classificação

O gol de Renato Maceió aos 25 minutos do segundo tempo, aproveitando a bela enfiada de Danilo, sacramentou a retomada do Comercial ao caminho das vitórias.

Depois de duas rodadas sem triunfos, o Colorado bateu o Urso, de Mundo Novo, por 1 a 0, na noite desta quarta-feira (30), no Morenão, pela quarta rodada do Campeonato Estadual.

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Lance de Comercial e Urso, no Morenão (Foto: retranca.blog)

A peleja foi acompanhada por 218 torcedores (129 pagantes e 89 não pagantes), para uma renda de R$ 1.640,00.

Como o placar e o tempo do gol já adiantam, a partida não foi fácil para os comandados do técnico Mário Tilico.

O Colorado fez um primeiro tempo ruim. Não pressionou no início como deveria, já que vinha de dois resultados indesejados e estava em casa. Deu a bola para o Urso, que errou muitos passes e irritou o técnico Pedro Caçapa. O treinador falou sobre “excesso de confiança” aos seus atletas, já no vestiário.

Na volta para a segunda etapa, Tilico sacou o camisa nove Lucas Dronov e apostou em Ryan, que jogou na armação. A troca provocou maior movimentação dos atacantes Renato Maceió e França, que se revezavam no papel de se enfiar nas costas da zaga do Urso. O gol saiu em uma dessas jogadas.

Outra mudança proposta por Tilico foi recuar o volante Fernando Prado para a zaga, adiantando o improvisado Erthal para o meio-campo, sua posição de origem. A transição defesa-ataque funcionou melhor.

Autor do gol, Maceió relevou a turbulência nos bastidores e o desligamento do meia Paulo Roberto, que brigou com o zagueiro André Bahia no intervalo da derrota para o Aquidauanense.

“O grupo ficou mais forte e a gente vai mais confiante ainda para cima dos caras”, disse.

Os “caras” a quem Renato Maceió se refere são os jogadores do Operário, próximo adversário do Comercial. O clássico será no domingo (3), no Morenão, às 16h.

Com a vitória sobre o clube de Mundo Novo, o Colorado vai a terceira posição na tabela, com 7 pontos em quatro jogos.

O Urso, time que mais viaja nesse campeonato, é o sexto colocado, com 4 pontos em três partidas.

RODADA

Empate sem gols em Chapadão do Sul entre Serc e Aquidauanense à parte, a rodada no interior foi bastante movimentada.

Em Rio Brilhante, o Águia Negra passou o trator sobre o Operário de Dourados com ressoantes 6 a 1, no Ninho da Águia. Jhonatan, Salomão (duas vezes), Guilherme (também duas vezes) e Kareca fizeram os gols do time rubro-negro. O Tigre deu o troco com Bala.

No Arthur Marinho, o Corumbaense matou a saudade da torcida com uma goleada por 4 a 1 sobre o Costa Rica. Alexandro, Rafael (duas vezes) e Frankilin marcaram para o Carijó, enquanto Firmino deixou o seu a favor da Cobra do Norte.

Nesta quinta (31), Novo e União/ABC também jogam pela quarta rodada, às 20h10, no Morenão.

CLASSIFICAÇÃO

Equipes

P

J

V

GP

SG

1º Águia Negra

 12

 4

 4

15

 13

2º Aquidauanense

 8

 4

 2

 5

 2

3º Comercial

 7

 4

 2

 4

 2

4º Costa Rica

 6

 4

 2

 4

-2

5º União/ABC

 4

 2

 1

 2

 1

6º Urso

 4

 3

 1

 2

 0

7º Serc

4

4

1

4

-1

8º Corumbaense

3

3

1

5

0

9º Operário

3

2

1

2

-1

10º Novo

0

1

0

0

-1

11º Sete

0

2

0

0

-5

12º Operário de Dourados

0

3

0

4

-8

ABC tropeça, levanta e busca empate com o Comercial; veja a classificação

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Lance de ABC x Comercial no Estádio Morenão (Foto: Retranca.blog)

O lateral-esquerdo Gabriel, 20 anos, era o segundo mais novo do União/ABC em campo. Só perdia para o goleiro Breno, de 19.

A inexperiência fez Gabriel dar um afobado carrinho e derrubar o atacante do Comercial, França, dentro da área. Pênalti marcado e convertido pelo camisa nove Léo Mineiro, aos 29 do primeiro tempo.

Dali pra frente Gabriel era só correria. Queria apagar a bobagem que fez.

A bronca no vestiário do ABC foi ouvida de dentro do gramado do Morenão, entre uma trovoada e outra na noite desta quarta-feira (24). “A imprensa tá aí!”, gritou alguém.

Além da imprensa, 234 torcedores acompanharam a peleja no Morenão. A torcida do ABC se concentrou nas cadeiras, enquanto a colorada ficou nas arquibancadas.

Com velocidade, o jovem time do técnico Paulo Mulle empurrava o Comercial para trás após o intervalo.

Faltava finalização. Os reservas do ABC que aqueciam atrás do gol reclamavam que os titulares queriam entrar com bola e tudo na meta defendida pelo experiente Rodolfo.

Rodolfo que fez cera ainda no primeiro tempo. Aguardava a pressão dos atacantes do ABC para só então agarrar a bola que sobrava.

Mesmo no lado oposto do campo, Everton pareceu ouvir seus companheiros. Recebeu na entrada da área e chutou forte sem hesitar. Rodolfo, desta vez, não agarrou. 1 a 1, aos 36 minutos da etapa final.

Deu tempo ainda do volante Danilo acertar a trave do goleiro Breno, em cobrança de falta, e do atacante França ser expulso após levar o segundo cartão amarelo.

Mas o placar permaneceu o mesmo.

O técnico do Comercial, Mário Tilico, mexeu uma vez só – Matheus Gabriel no lugar de Léo Mineiro – e achou justo o empate. “Está tudo dentro do planejamento”, revelou.

O professor do ABC, Paulo Mulle, lamentou o gol tardio e o vacilo de Gabriel ao cometer o pênalti, mas achou que dava para ter saído do Morenão com a vitória. “Infelizmente foi um ponto só. Nós queríamos três”.

ABC e Comercial jogam rodada dupla no estádio universitário, domingo (27), pela próxima rodada. O primeiro encara o Sete de Dourados, às 10h. O segundo duela com o Aquidauanense, às 16h.

RODADA

Ainda nesta quarta, em Rio Brilhante, o Águia Negra passou por cima do Operário, com sonoros 3 a 0 no Estádio Ninho da Águia. Gols de Pedro, Guilherme e Gugu.

No Laertão, o Costa Rica impôs nova derrota ao Sete de Dourados, por 1 a 0. Gol de Miller.

Mais cedo, no Noroeste, Aquidauanense e Urso empataram em 1 a 1. O Azulão fez com Agnaldo, enquanto Filipe anotou o tento do clube de Mundo Novo.

CLASSIFICAÇÃO

Equipes P J V GP SG
1º Águia Negra  6  2  2 7  7
2º Comercial  4  2  1  3  2
3º Aquidauanense  4  2  1  4  1
4º União/ABC  4  2  1  2  1
4º Urso  4  2  1  2  1
6º Serc 3  2  1  3  0
7º Costa Rica 3 2 1 1  0
8º Operário 3 2 1 2 -1
9º Novo 0 1 0 0 -1
10º Corumbaense 0 1 0 0 -2
11º Operário de Dourados 0 2 0 3 -3
12º Sete 0 2 0 0 -5

Faltou água e até cadeira na primeira rodada do Campeonato Estadual

Os jogadores de Novo e Urso deixaram o Estádio das Moreninhas sem tomar banho no último domingo (20). Não que os atletas dos times sejam avessos a chuveiro, esponja e sabonete. Faltou água nos vestiários mesmo.

Ao menos foi o que apontou o árbitro Augusto Domingos Borges Ortega na súmula da partida, válida pela primeira rodada do Sul-mato-grossense e que terminou com vitória por 1 a 0 dos visitantes.

O próprio juiz também voltou para casa sem aquela refrescante ducha pós-peleja, pois, segundo ele, o vestiário da arbitragem também não tinha água para banho.

Ortega foi auxiliado por Adriano Ferreira da Silva e Maycon Aparecido Lacerda. O quarto árbitro era Renan Roberto Barbieri Dan Pereira.

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Lance de Novo e Urso nas Moreninhas (Foto: Bruno Leal/TV Sobrinho MS)

Se nas Moreninhas faltou água, no Morenão faltou cadeira. A súmula do jogo entre Comercial e Serc – vencido pelo Colorado por 2 a 0 – traz o relato.

De acordo com o juiz Neuri Antonio Pryzbulinski, “não havia cadeiras e nem bancos em condições de uso para que os árbitros pudessem se acomodar” no vestiário destinado aos sopradores de apito.

Além de Pryzbulinski, os bandeirinhas Leandro dos Santos Ruberdo e Andanclei Neves Barros, bem como o quarto árbitro Rodrigo de Oliveira Lopes precisaram se desdobrar para amarrar as chuteiras antes da partida.

Comercial joga um tempo só e vence; Tilico e Arilson resenham no túnel

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Danilo com a bola no pé (Foto: Jones Mário)

De camisa 8 nas costas, Danilo fez o primeiro gol do Campeonato Estadual 2019. O volante comercialino recebeu do platinado atacante Hyago na entrada da área, cortou pra direita e bateu no canto esquerdo de Renan. O goleiro da Serc poderia chegar, mas não chegou.

1 a 0 no Estádio Morenão, que recebeu 375 torcedores na tarde quente deste sábado (19).

O Comercial recuou e irritou o goleiro Rodolfo. De volta à esquadra vermelha, o homem das luvas chamava a atenção do técnico Mário Tilico. Pedia para o time sair de trás. Tilico concordou.

O Colorado aumentaria o placar aos 44 minutos, com o atacante Léo Mineiro, que sofreu e converteu pênalti.

Mas o Comercial não voltou pro segundo tempo. Pra sorte dos comercialinos, a Serc também não voltou.

2 a 0, placar suficiente para o Colorado dormir na liderança do torneio.

Destaque positivo para o volante Danilo, com bom passe e boa chegada.

Os meia-acatantes Hyago e Eduardo França, que disputaram o Estadual passado e seguiram no Comercial, também foram bem. O primeiro foi bastante participativo e soube colocar a bola no chão quando preciso. O segundo imprimiu velocidade e profundidade no lado direito do ataque.

Do lado chapadense, o atacante Billy deu trabalho para a zaga colorada. Mesmo franzino, mostrou presença de área.

RESENHA
O técnico do Operário Arilson Costa acompanhou a partida. Ao fim, se encontrou com Tilico no túnel que dá acesso ao vestiário do clube mandante.

O bate-papo foi descontraído. Arilson elogiou a boa forma do treinador comercialino. Tilico quis marcar um novo encontro, mas citou a agenda apertada de jogos.

A troca de ideias deu indícios de que, ao menos fora de campo, o clássico Comerário deste ano promete mais cordialidade. Ao contrário do último, que foi parar nas manchetes internacionais por causa da agressão ao gandula colorado.

O Comercial volta a campo nesta quarta-feira (23), contra o União/ABC, às 20h30, novamente no Morenão.

ABC que bateu o Costa Rica por 1 a 0, gol de Everton, também no sábado, no Estádio das Moreninhas.

Em Aquidauana, o Operário de Dourados deu mais trabalho do que se imaginava, mas perdeu para o Aquidauanense por 3 a 2, no Noroeste, completando a jornada do Estadual neste sábado. Agostinho fez os dois gols do Tigre; Uélison Santana e Rodrigo (duas vezes) marcaram para o Azulão.

Wilson come a bola no Comerário

Wilson dos Santos Januário, 23 anos, alagoano. Comeu a bola no Comerário, mas a fome só bateu no segundo tempo.

O camisa 7 operariano até tentou, ciscou e insistiu na etapa inicial. Nada feito. Parava na forte marcação comercialina. A pressão estava ali logo que a bola chegava em seus pés. O drible curto não saía. O disparo em velocidade empacava.

Jeferson Querino, volante do Comercial já apelidado de Mascherano, foi expulso no fim dos primeiros 45 minutos.

Wilson agradeceu a todos os Santos, inclusive a São Januário. Com um a menos do outro lado, o espaço que lhe faltava agora sobrava.

Minuto inicial do segundo tempo e o lateral-esquerdo Luiz Jorge encontra Wilson nas costas da zaga colorada. O alagoano escora de cabeça e Leandro Diniz completa, de peixinho. A torcida operariana gosta e sabe que, caiu na rede, é peixe.

Aos 11, Wilson inverte a jogada da direita para esquerda ao camisa 11, Igor, que vê a ultrapassagem de Eduardo Arroz e dá o passe. O volante cruza rasteiro e Wilson aparece para terminar o que começou.

Para fechar a conta, Wilson desempaca o disparo em velocidade pelo meio, rasga a zaga comercialina e, com toque de classe, encobre o goleiro Zé Augusto. Finalização perfeita para um lançamento magistral de Igor.

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Golaço de Wilson encobrindo Zé Augusto (Foto: Marcelo Ezoe)

O gol de Rodrigo Ost em um chute preciso de perna direita – que não é a boa – serviu para mostrar que também há brilho do lado colorado.

Mas o Galo tinha Wilson que, fominha, tirou o alvinegro do jejum de nove anos sem vencer o maior rival.

Agora a sina se inverte: é o Comercial quem não triunfa sobre o Operário há um bom tempo – desde 2011.

Do estado onde Zumbi dos Palmares resistiu e lutou para libertar seus iguais da escravidão veio Wilson dos Santos Januário, que, como um mártir, libertou a torcida operariana do longo período sem vitórias no clássico.

Resultados do fim de semana

Sábado (18)
União/ABC 2 x 2 Chapadão – Grupo A
Corumbaense 1 x 1 Naviraiense – Grupo B

Domingo (19)
Urso 1 x 1 Sete de Setembro – Grupo B
Operário 3 x 1 Comercial – Grupo A
Costa Rica 1 x 2 Novo – Grupo A
Águia Negra 2 x 0 Ivinhema – Grupo B

Classificação do Sul-mato-grossense 2017

Grupo A P J V GP SG
1º Operário  9  4  3 10  7
2º Chapadão  6  4  1  7  1
3º União/ABC  5  4  1  7  -3
4º Costa Rica  4  4  1  6  -1
5º Comercial  4  4  1  6  -2
6º Novo  4  4  1  5  -2
Grupo B P J V GP SG
1º Corumbaense  7  3  2  4  2
2º Águia Negra  6  3  2  4  2
3º Urso  4  3  1  3  0
4º Ivinhema  3  3  1  2  -2
5º Naviraiense 2  3  0  3  -1
5º Sete de Dourados  2  3  0  3  -1

“A” de Equilíbrio

Equilíbrio é a palavra que resume as primeiras três rodadas no Grupo A do “Sul-mato-grossensezão” 2017. Fora o Novo, que, pelo futebol mostrado até aqui, flerta com o primeiro rebaixamento de sua história, ninguém é de ninguém.

Comecemos pelo Comercial. Jogou bola e convenceu na estreia com vitória sobre o Novo; falhou muito e perdeu para Chapadão na rodada seguinte; e neste domingo (12) precisou transpirar bastante para fazer um golzinho no União/ABC, pior defesa do campeonato, e empatar o jogo.

O Operário teve início avassalador, goleando o União/ABC na primeira e passando por cima do Novo na segunda. Na hora de engatar a terceira, engasgou no Laertão e perdeu para o Costa Rica. Banho de água fria no ainda líder Galo.

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Lance de Costa Rica 1 x 0 Operário (Foto: Raul Rodrigues/Operário FC)

Chapadão arrancou um empate em Costa Rica e virou pra cima do Comercial. No momento de embalar, tropeçou no Novo – ainda que fora de casa. Resultado? Perdeu boa chance de encerrar a rodada 3 na liderança do grupo.

A equipe do União/ABC talvez seja a que mais surpreendeu até agora. A sacolada sofrida diante do Operário na estreia acordou a garotada do técnico Robert, que protagonizou uma virada épica sobre Costa Rica na segunda rodada e impôs dificuldade para o Comercial na terceira. Se a prioridade é seguir na “A”, está na meta (por enquanto).

Por fim, Costa Rica mostrou força batendo o melhor time da chave depois de empatar em casa com Chapadão e de sofrer aquela derrota bizarra para o União/ABC. Saiu da lanterna para embolar a tabela de classificação.

A próxima rodada promete definir melhor quem briga pelo que na Chave A.

Operário e Comercial se enfrentam em clássico e é aquela história: jogo bom para instaurar crise ou acalmar os ânimos da exigente torcida comercialina. Bom também para acender o sinal amarelo no Galo ou derrubar um tabu de nove anos sem vencer o rival.

O União/ABC tentará entrar no G-4, mas precisa derrubar a invencibilidade do vice-líder Chapadão. O Novo tentará sair da lanterna, mas precisa vencer seu primeiro jogo fora de Campo Grande, contra o Costa Rica.

Segue o equilíbrio ou a balança pende para algum lado? Aposto na primeira opção, mas devagar com o andor.

PS: No sábado (11), o Sete de Dourados foi eliminado na fase preliminar da Copa Verde depois de sofrer um 3 a 0 do Ceilândia-DF, no jogo de volta, no Distrito Federal. Onde teria chances de ir mais longe, não foi. Vai entender…

Resultados do fim de semana

Sábado (11)
Novo 1 x 1 Chapadão – Grupo A

Domingo (12)
Comercial 1 x 1 União/ABC – Grupo A
Costa Rica 1 x 0 Operário – Grupo A
Corumbaense 1 x 0 Águia Negra – Grupo B
Urso 0 x 1 Ivinhema – Grupo B

Classificação do Sul-mato-grossense 2017

Grupo A P J V GP SG
1º Operário  6  3  2 7  5
2º Chapadão  5  3  1  5  1
3º Comercial  4  3  1  5  0
3º Costa Rica  4  3  1  5  0
5º União/ABC  4  3  1  5  -3
6º Novo  1  3  0  3  -3

 

Grupo B P J V GP SG
1º Corumbaense  6  2  2  3  2
2º Ivinhema  3  2  1  2  0
3º Naviraiense  1  1  0  1  0
3º Sete de Dourados  1  1  0  1  0
5º Águia Negra 0  1  0  0  -1
5º Urso  0  1  0  0  -1