Da desconfiança à superação: Comercial só encontra seu limite nas semifinais

Janeiro de 2019. De olho no elenco e no futebol apresentado nas primeiras rodadas, o mais óbvio era palpitar por uma eliminação do Comercial ainda nas quartas. Houve quem apostasse na queda para a Série B.

Como se já não fosse suficiente a desconfiança sobre o potencial da equipe, os problemas extracampo infestaram o time vermelho durante a competição. Salários atrasados e até dificuldades com local para treinar.

Abril de 2019. Colorado só para na semifinal do Campeonato Estadual. Deixa o Corumbaense pelo caminho e cai diante da “cascuda” equipe do Aquidauanense.

Aquele pé atrás da torcida em relação ao Comercial e todos os percalços enfrentados pelo grupo fora das quatro linhas serviram de combustível para os atletas.

Em meio a olhares hesitantes e caos administrativo, restou ao grupo comandado por Mário Tilico honrar a camisa encarnada. Em suas entrevistas, o professor sempre buscou exaltar a grandeza do Colorado e sua história vencedora em Mato Grosso do Sul.

O discurso não deve ser diferente nos vestiários e foi assimilado pelos jogadores, que jogaram sempre no limite do que poderiam render.

Mas motivação e superação não valeriam de nada em um time completamente desorganizado em campo. Há também um pouco de lógica na campanha de semifinalista do Comercial.

Para começar, o torcedor mais atento sabe a escalação colorada. Se não inteira, ao menos conhece a espinha dorsal da equipe. Mérito de Mário Tilico, que apostou na repetição dos titulares para solidificar um time.

Rodolfo, Juninho Pavi, Gilson Lins, Felipe Azevedo, França, Hyago… O Comercial tinha uma espinha dorsal. Estes jogadores só deixaram a equipe por lesão ou rara opção técnica de Tilico em algumas circunstâncias das partidas.

Com um grupo limitado e enxuto, o Comercial oscilou bastante. Após a derrota para o Operário no clássico, chegaram os reforços que a equipe precisava para se equilibrar.

Um trio de novidades merece destaque. O meio-campista Julio Cesar tomou a posição de titular de Danilo, até então principal destaque do Colorado.

Sem Danilo, Tilico perdeu chegada, mas ganhou o ritmista – como Tite gosta de dizer. Julio Cesar não aparece de surpresa para finalizar, mas prende a bola ou acelera quando necessário, sempre com muita lucidez e qualidade no passe.

Já o armador Lucas Kattah preencheu uma lacuna no elenco do clube vermelho. Pela camisa 10 já haviam passado Paulo Roberto e Matheus Gabriel – os dois sem sucesso.

Kattah não é nenhum craque. Joga simples, mas se movimenta bastante para receber a bola dos volantes e acionar o ataque. Era a peça que faltava para conectar os contra-ataques velozes.

Na frente, o atacante Gilmar supriu a principal carência no Comercial. A saída de Léo Mineiro no decorrer do campeonato e o baixo rendimento de nomes como Fabiano e Lucas Dronov foram esquecidos com a vinda do camisa 9.

Grandalhão, Gilmar se vira para segurar a bola no campo ofensivo e compensa a técnica limitada com dedicação. Mesmo depois de chegar na metade do Estadual, o atacante fecha a campanha como artilheiro do Comercial, com cinco gols.

Por último, o “fator Rodolfo” foi o fiel da balança (sem trocadilhos com o peso do jogador). O goleiro colorado, campeão em 2010 com a camisa encarnada, acumulou atuações muito acima da média do Estadual deste ano.

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Goleiro Rodolfo durante duelo de volta da semifinal (Foto: Franz Mendes)

O melhor jogo de Rodolfo foi diante do Águia Negra, na primeira fase, quando tornou concretas defesas bastante improváveis. Mas o camisa 1 também foi decisivo nos confrontos de mata-mata.

Contra o Corumbaense, operou um milagre ao defender cabeçada de Romarinho no Morenão, em uma bola que, se passa, decretaria a eliminação do Comercial.

Em Aquidauana, fechou o gol no segundo tempo do confronto de ida com o Azulão e garantiu o empate para o time de Campo Grande.

O Comercial apostou numa receita simples para o Estadual 2019. Reforçou o elenco com precisão quando diagnosticou carências. Reconheceu a diferença técnica contra equipes melhores, jogou no limite e contou com um goleiro inspirado para obter vitórias importantes.

Se a diretoria não honrou sua obrigação com o grupo, o grupo honrou a camisa nove vezes campeã do Estado, deixou tudo em campo e orgulhou seu torcedor.

Apostas, improvisos, mudanças e até Palmeiras: a eliminação do Operário

A cortina de fumaça criada pelos resultados e pela liderança obtida ao fim da primeira fase escondeu o desempenho fraco do Operário durante praticamente todos os jogos do Campeonato Estadual.

Quem olhou apenas para a tabela após 11 rodadas esperava um Galo novamente candidato ao título. Aquele que se atentou à performance do time em campo via sinais de uma queda precoce.

A eliminação do Operário nas quartas de final, após derrota e empate com o Aquidauanense, tem muito a ver com outra queda.

Na goleada para o Botafogo-PB, que tirou o Galo da Copa do Brasil ainda na primeira fase, algumas das convicções do técnico Arilson Costa foram escancaradas. A começar pela escalação.

Miracema, o homem de confiança

O atacante Thiago Miracema tinha a plena confiança do treinador até a partida pela competição nacional. Uma cotovelada flagrada pelo árbitro e punida com expulsão ainda no primeiro tempo poderia destruir todo esse crédito.

Não destruiu. Arilson bancou o jogador. Miracema foi poupado do jogo seguinte à eliminação, uma vitória nada convincente sobre o Novo, e voltou ao time titular em cinco dos últimos seis jogos do Galo na primeira fase. O atacante ficou de fora somente na 11ª rodada, contra o ABC.

Thiago Miracema retornou para a equipe titular nos dois jogos das quartas de final. Na volta, quando o Operário precisava vencer para avançar e diante do torcedor que tanto protestou contra sua presença no time, foi outra vez expulso na etapa inicial pelo mesmo motivo que o tirou de campo na partida pela Copa do Brasil.

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Thiago Miracema foi bancado por Arilson Costa durante todo o Estadual (Foto: Álvaro Rezende/Correio do Estado)

Eduardo Arroz, o displicente

Outro que também teve papel importante nas duas quedas do Galo foi o volante Eduardo Arroz. E aqui podemos questionar seu retorno ao Operário, visto que ele foi um dos símbolos de uma outra eliminação, em 2017, nas semifinais do Estadual, para o Corumbaense. A postura “banana” da equipe naquela partida ficou marcada pela torcida.

Arroz teve atuação lamentável diante do Botafogo-PB. Os meio-campistas do Belo contavam com marcação frouxa e espaço de sobra para criar e se movimentar.

O volante seguiu como titular até sofrer uma lesão. Ficou de fora por seis jogos. Voltou a ser relacionado no jogo de volta das quartas de final e entrou no segundo tempo.

O lance que origina o gol do Aquidauanense sai de um erro de Eduardo Arroz. Ele tenta um lançamento, cai e pede falta.

Arroz fazia a lateral-direita nesse momento do jogo. Após o erro, ele não volta para a defesa. Fica reclamando falta com assistente e quarto árbitro. Baiano recebe a bola no espaço que o volante deveria ocupar, chuta e marca.

Arilson Costa, o mau apostador

A intenção aqui não é pintar somente Miracema e Arroz como vilões. Há uma explicação para as atuações limitadas e erros dos dois. A justificativa atende pelo nome de Arilson Costa, que teimou em apostar na dupla.

As principais qualidades de Thiago Miracema são velocidade e vigor físico. Miracema se movimenta bem pelos lados do campo, faz pressão na saída de bola e costuma ganhar do adversário na corrida.

Mas o professor se manteve convicto em escalar Thiago Miracema centralizado no ataque. Talvez porque funcionou na estreia, contra o Corumbaense, quando o atacante faz o pivô na área e assiste Fernandinho para o segundo gol da vitória. Depois disso, não funcionou mais.

Arilson declarou em entrevistas anteriores que se espelha em Felipão, que foi seu treinador no Grêmio e no Palmeiras. A admiração pode ajudar a elucidar a forma como o Operário se comportou durante a primeira fase.

Campeão brasileiro em 2018, Felipão tinha Deyverson para brigar pela bola aérea após aquela esticada que vem do campo defensivo.

Arilson tinha Miracema, alvo de inúmeros lançamentos dos zagueiros e laterais. Mas o atacante do Galo só se assemelha ao do Palmeiras no temperamento e não consegue ter o mesmo aproveitamento nas disputas pelo alto.

Deyverson subia, dava aquela casquinha e os atletas de velocidade do Alviverde aproveitavam para definir rapidamente.

Thiago Miracema subia e não ganhava de quase ninguém pelo alto. Não tinha casquinha. Na ânsia de tentar se impor à força, acabava distribuindo cotoveladas.

Jones, atacante de maior porte físico e com características de área, passou praticamente todo o Estadual no banco de reservas. Ele terminou a competição com os mesmos três gols de Miracema.

Matheus Iacovelli também tem um perfil mais “nove” que Miracema. Chegou no meio do campeonato, jogou uma partida e não apareceu mais.

Agora, Eduardo Arroz. Em um campeonato nivelado por baixo, o veterano compensa sua lentidão e falta de força na marcação com bom posicionamento e excelente passe.

Foi equivocada a escolha por Eduardo Arroz para vestir a camisa 5 e fazer a contenção no duelo com o Botafogo-PB, um time que vinha invicto e que é bastante superior tecnicamente em relação ao Galo.

Poderia funcionar se Arroz tivesse a companhia de um volante mais marcador, mas seu companheiro era Alberto, que também é lento e de pouca pegada.

No segundo tempo da goleada paraibana, Gerson é substituído e Eduardo Arroz vira lateral-esquerdo. Arilson improvisaria o volante novamente nesta posição no jogo da volta com o Aquidauanense. Claro que não deu certo.

Arroz ficou um tempo na lateral-esquerda contra o Azulão. Depois inverteu com Da Silva e foi parar na direita. Foi quando errou um lançamento, caiu, esbravejou, não voltou e Baiano aproveitou o espaço deixado por ele para marcar.

O improviso e o troca-troca

Como vemos, Arilson Costa é adepto do improviso. E aqui ele se opõe ao que pensa seu ídolo Felipão, que evita escalar jogador fora de posição.

Ao longo do Campeonato Estadual, vimos também o meio-campista Fernandinho virar atacante pelo lado direito e o zagueiro Bruno Centeno se tornar volante.

Mas o principal erro de Arilson Costa até aqui foram as frenéticas mudanças na escalação titular. Em 14 jogos no ano, o treinador utilizou 14 formações diferentes.

Somadas as alterações entre uma partida e outra, foram 52 modificações. As forçadas por lesão foram minoria.

Se Arilson tentou colocar em prática um rodízio no elenco, falhou ao sequer encontrar um time.

As alterações em série podem ajudar a explicar também as más atuações. Com pouco tempo para treinar, o ideal seria a repetição dos titulares, para assimilação mais rápida de uma proposta de jogo e criar entrosamento.

Em resumo, o elenco do Operário oferece alternativas. Há bons jogadores e opções com diferentes perfis para distintas ideias. Faltou repertório a Arilson Costa, que preferiu se limitar às ligações diretas e jogadas de bola parada.

Como resultado, o Galo volta a ter apenas o Estadual para disputar em 2020. Se manter na Série D do Brasileiro e na Copa do Brasil do ano que vem era o objetivo mais falado pelo gerente de futebol Rodrigo Grahl em entrevistas.

Resta ainda a Série D deste ano, que começa daqui um mês. E a contar pelo que vimos no Estadual, a participação do Operário na competição promete ser curta.

Comercial e Águia dominam a Seleção Retranca da primeira fase do Estadual

Após 66 partidas, a primeira fase do Campeonato Estadual acabou e as quartas de final foram definidas.

O Operário encara a Serc; o Águia Negra encontra o Costa Rica; o Sete de Dourados duela com o Aquidauanense; e o Comercial mede forças com o Corumbaense.

O Retranca aproveita o fim dos pontos corridos para já escalar sua Seleção, baseada apenas nos jogos que o blogueiro viu. Portanto não se espante se não encontrar ninguém da dupla de Dourados, Sete e Operário-DD, ou do Costa Rica.

O único critério adotado para escolher os onze melhores e o treinador foi a observação in loco das seguintes partidas:

Comercial 2 x 0 Serc (1ª rodada);
Operário 2 x 0 Corumbaense (1ª);
União/ABC 1 x 1 Comercial (2ª);
Comercial 1 x 0 Urso (4ª);
Novo 2 x 2 União/ABC (4ª);
Operário 3 x 1 Comercial (5ª);
Comercial 1 x 0 Águia Negra (6ª);
Operário 3 x 0 Serc (6ª);
Operário 1 x 1 Aquidauanense (8ª);
União/ABC 0 x 1 Águia Negra (9ª);
Comercial 1 x 0 Corumbaense (10ª);
União/ABC 1 x 3 Operário (11ª);
Novo 2 x 3 Serc (11ª).

Aqui vão os selecionados:

seleçao retranca

Goleiro: Rodolfo (Comercial)
A única escolha fácil. Em uma equipe bastante instável, Rodolfo se sobressaiu e decidiu partidas para o Comercial. Sua atuação na vitória sobre o Águia Negra consistiu na melhor performance individual de um jogador neste Estadual, com pelo menos quatro defesas dificílimas. Teve papel fundamental também nos triunfos sobre Sete e Corumbaense.

Lateral-direito: Gugu (Águia Negra)
Aqui também poderia entrar o interminável Robinho, do Aquidauanense, mas vamos de Gugu para variar um pouco e premiar a regularidade. O ala foi bastante acionado na saída de bola durante as partidas do Águia que acompanhei, quase sempre seguro. Tem bom apoio no ataque e marcou um belo gol na vitória sobre o Operário.

Zagueiro 1: Virgulino (Águia Negra)
Mais um que merece pela regularidade, além de fazer parte da defesa menos vazada do campeonato (ao lado do Comercial), com dez gols sofridos. Lidera o setor defensivo da equipe que melhor jogou futebol nesta primeira fase. Vai bem no jogo aéreo.

Zagueiro 2: Baiano (Aquidauanense)
A coisa foi tão feia na primeira fase que o volante Baiano será improvisado na zaga da Seleção Retranca. Ele jogou nesta posição, inclusive no empate com o Operário, quando  marcou de pênalti. Jogou também com a camisa nove nas costas em algumas oportunidades. É o artilheiro do Aquidauanense no Estadual, com 5 gols.

Lateral-esquerdo: Da Silva (Operário)
Se não tem tu, vai tu mesmo, Da Silva. Lateral-direito de origem, o jogador também atua do outro lado, como em diversas partidas pelo Operário nesta fase. Apóia muito bem, com velocidade, e não compromete na defesa, além de somar experiência ao time. Revezou a posição com Gerson, que não convence como titular.

Volante 1: Danilo (Comercial)
Uma das boas surpresas deste Estadual. O camisa 8 do Comercial tem excelente chegada na frente, visão de jogo, bom passe, deu assistências e já até marcou gol. A conta do pouco tempo de preparação para o campeonato chegou e Danilo se lesionou na reta final. Se recuperado, pode voltar a desequilibrar no mata-mata.

Volante 2: Lucas (União/ABC)
Principal jogador do rebaixado União/ABC, equipe que não soube traduzir em resultados o bom desempenho em praticamente todas as partidas. Jovem, Lucas é bastante intenso durante os 90 minutos. Dinâmico. Busca o jogo, organiza as investidas ofensivas e também distribuiu suas assistências.

Meia 1: França (Comercial)
Outro destaque do Comercial, França está na Seleção Retranca porque desequilibrou em jogos complicados. Marcou o gol do triunfo sobre o Corumbaense e fez a jogada que originou o gol de Vandinho na vitória sobre o Águia Negra. Embora hesite na hora de finalizar o que cria, seja passando, seja chutando, o meia-atacante compensa com explosão, velocidade e drible.

Meia 2: Salomão (Águia Negra)
Com 9 gols no Estadual, Salomão é a cabeça-pensante do Águia Negra – não à toa veste a camisa 10. Como todo o time do técnico Rodrigo Cascca, o atleta se movimenta bastante, cria e encontra espaços, e vai buscar a bola no pé do volante quando o jogo pede. Tem uma canhota precisa.

Atacante 1: Romarinho (Corumbaense)
Romarinha já soma seis gols no torneio e foi um dos responsáveis pelo crescimento do Corumbaense após os tropeços nas primeiras rodadas. O camisa 9 se mexe bastante dentro e fora da área e, por isso, é frequentemente acionado pelos companheiros. Como bom atacante, não se avexa em finalizar quando a bola chega.

Atacante 2: Guilherme (Águia Negra)
Ter Guilherme é meio caminho andado na direção de um ataque efetivo. Artilheiro dos Estaduais de 2014 e 2016, o jogador voltou a se destacar com a camisa do Águia Negra e já balançou as redes 7 vezes. Sabe fazer o papel de centroavante, com bom jogo aéreo ofensivo, e também sai da área para buscar uma tabela.

Treinador: Rodrigo Cascca (Águia Negra)
Como já dito, o Águia Negra foi o time de melhor performance nesta primeira fase. Méritos para Rodrigo Cascca, que soube montar seu time de modo a explorar ao máximo as principais características de cada atleta. De estilo ofensivo, o professor gosta de ver sua equipe controlando as partidas, acoando o adversário com muito volume de jogo.

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Zagueiro Virgulino na cola do meia França (Foto: Jones Mário/retranca.blog)

União/ABC endurece, mas cede pênalti e se torna sétima vítima do Águia Negra

O União/ABC conheceu sua terceira derrota pelo Campeonato Estadual na noite chuvosa desta quarta-feira (27), em um Morenão que recebeu corajosos 46 pagantes.

O algoz da vez foi o Águia Negra, que chegou a sétima vitória em nove jogos e encabeça com folga a tabela de classificação.

O único gol da partida foi anotado aos 19 minutos do segundo tempo, de pênalti, sofrido por Cleiton e convertido por Salomão – agora artilheiro isolado do certame, com 8 gols.

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O jogo não refletiu o abismo de 14 pontos que separam ABC e Águia na tabla. Os comandados do técnico Paulo Mulle chegaram a dominar o cotejo em alguns momentos.

O veloz Gabriel teve a chance de abrir o placar para os campo-grandenses aos 34 minutos do primeiro tempo, em contra-ataque fulminante. O goleiro Filipe se impôs e o atacante perdeu o gol.

O polivalente meio-campista Pedro, que na derrota para o Comercial jogou com a camisa nove, também desperdiçou boa oportunidade para os rio-brilhantenses aos 40 da etapa inicial, depois de limpar a marcação na entrada da área e finalizar colocado para fora da meta de Jeferson.

O resultado premia o estilo de jogo imposto por Rodrigo Cascca no Águia Negra. Com paciência e movimentação, a equipe toma a bola para si e encurrala seu adversário, dentro ou fora de casa.

“É natural pela posição que a gente está e pelo momento dar uma relaxada, mas não pode. A gente fez uma boa partida dentro das possibilidades que a gente teve”, disse Cascca após o duelo.

A maneira de atuar do ABC também agrada, com transição rápida, de pé em pé. Suspenso, o meio-campista Lucas fez falta para ajudar na chegada e acionar os atacantes.

O zagueiro e capitão do ABC, Luiz Henrique, tentou justificar a derrota.

“Acho que a gente se impôs. Fez o nosso futebol. Eu não sei nem explicar o que está acontecendo. O time está jogando bem. Estamos criando as chances, tentando fazer o gol”.

Na próxima rodada, a penúltima da primeira fase, o Águia visita a Serc e o ABC joga fora de casa com o Aquidauanense.

O restante da nona rodada será completa no sábado de Carnaval. Os jogos são os seguintes:

Serc x Sete (15h, Estádio da Serc)
Operário de Dourados x Operário (15h, Chavinha)
Novo x Comercial (15h, Morenão)
Costa Rica x Aquidauanense (16h, Laertão)
Corumbaense x Urso (16h, Arthur Marinho)

CLASSIFICAÇÃO

  Times P SG GP GC V D E J %
1   Águia Negra 22 16 23 7 7 1 1 9 81%
2   Operário 14 6 13 7 4 1 2 7 67%
3   Corumbaense 14 6 13 7 4 2 2 8 58%
4   Sete 13 2 11 9 4 3 1 8 54%
5   Comercial 13 1 8 7 4 3 1 8 54%
6   Costa Rica 13 0 10 10 4 3 1 8 54%
7   Aquidauanense 12 2 12 10 3 2 3 8 50%
8   Serc 9 -3 6 9 2 3 3 8 38%
9   União/ABC 8 -2 7 9 1 3 5 9 30%
10   Urso 7 -1 6 7 1 2 4 7 33%
11   Novo 4 -8 9 17 1 6 1 8 17%
12 Operário-DD 2 -19 6 25 0 6 2 8 8%

Na tarde do velho e do novo, Comercial quebra invencibilidade do Águia Negra

O Comercial foi encurralado pelo Águia Negra na tarde deste sábado (9), no Morenão, pela sexta rodada do Campeonato Estadual.

Mas, ainda que no sufoco, o Colorado saiu com a vitória por 1 a 0 e acabou com a invencibilidade do líder da competição.

Os 176 torcedores que se arriscaram em prestigiar o jogo no estádio universitário viram uma atuação irreparável do goleiro Rodolfo, velho personagem do futebol sul-mato-grossense.

Campeão estadual com a camisa encarnada em 2010, o arqueiro fez pelo menos quatro grandes defesas para garantir o triunfo.

Quando não intercedeu, Rodolfo contou com o zagueiro André Bahia, que evitou o gol do centroavante Pedro praticamente em cima da linha, aos 8 minutos do segundo tempo, quando o placar ainda era 0 a 0.

Bahia havia entrado no lugar do capitão e volante improvisado na zaga Fernando Prado, que deixou o campo rumo a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Leblon com suspeita de ruptura de ligamentos do joelho direito. A contusão ocorreu em dividida com o atacante Guilherme, nos primeiros minutos da etapa inicial.

A tarde era também do novo. Não do Novo, time da Capital que levou acachapantes 5 a 1 do Aquidauanense no Noroeste, em jogo simultâneo ao disputado no Morenão.

Enquanto Rodolfo segurava tudo na defesa, o novo reforço do Comercial, Vandinho, resolvia no ataque, mesmo que fora de sua posição original.

Contratado com o Estadual em andamento, o lateral-esquerdo vice-campeão com o Novo em 2017 marcou o gol colorado, aos 18 minutos do segundo tempo.

Vandinho, que entrou após o intervalo na vaga do volante Matheus, aproveitou a sobra da dividida entre o comercialino França e o goleiro Filipe para chacoalhar as redes do gol do Auto Cine.

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Vandinho marcou o gol da vitória do Comercial (Foto: Jones Mário/Retranca.blog)

“Cheguei semana passada. Não consegui jogar o Comerário. Hoje foi minha estreia, graças a Deus pude estrear bem”, disse o debutante Vandinho ao fim do jogo.

Ovacionado pelos poucos torcedores nas arquibancadas, Rodolfo também comentou a vitória e elogiou o time adversário.

“Dificilmente a gente vai ver no campeonato uma equipe com um futebol tão belo como o do Águia Negra. Mas o professor nosso [Mário Tilico] está de parabéns. Ele acalmou o time no intervalo e a gente voltou com uma postura diferente”.

Rodolfo ainda aproveitou e fez as contas para a classificação às quartas de final.

“Chegamos a dez pontos. Creio que com mais duas vitórias, ou cinco pontos, a gente já estará no mata-mata”

Já o preparador físico Virgílio Netto, que comandou o Águia Negra do banco de reservas, minimizou a quebra da invencibilidade.

“A derrota existe dentro do futebol. Nosso grupo é experiente e a gente sabia que isso poderia acontecer. Poderia acontecer hoje ou no final”.

O técnico Rodrigo Cascca não dirigiu o Águia no Morenão por causa de compromissos pessoais. A ausência do treinador neste sábado era algo já combinado com a diretoria do clube de Rio Brilhante.

Antes de tudo o que você acabou de ler acontecer, jogadores, arbitragem e torcedores respeitaram o minuto de silêncio em lembrança aos dez garotos da base do Flamengo, mortos na sexta-feira (8) em decorrência de um incêndio no CT Ninho do Urubu, no Rio de Janeiro.

RODADA

Sábado (9)
Comercial 1 x 0 Águia Negra
Aquidauanense 5 x 1 Novo

Domingo (10)
10h – União/ABC x Corumbaense
16h – Operário x Serc
16h – Urso x Sete
16h – Costa Rica x Operário de Dourados

CLASSIFICAÇÃO

  Times P SG GP GC V D E J %
1   Águia Negra 13 12 17 5 4 1 1 6 72%
2   Aquidauanense 11 4 10 6 3 1 2 6 61%
3   Comercial 10 1 6 5 3 2 1 6 56%
4   Costa Rica 9 -1 6 7 3 2 0 5 60%
5   Serc 7 0 5 5 2 2 1 5 47%
6   Corumbaense 6 2 7 5 2 2 0 4 50%
7   Operário 6 1 5 4 2 1 0 3 67%
8   União/ABC 5 0 4 4 1 1 2 4 42%
9   Urso 5 0 4 4 1 1 2 4 42%
10   Sete 3 -3 2 5 1 2 0 3 33%
11   Novo 1 -6 4 10 0 3 1 4 8%
12   Operário-DD 0 -10 4 14 0 4 0 4 0%

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A troca, o susto, o choro e a cobrança que deixaram o Comerário mais especial

Fernandinho vestiria a camisa 15 e sentaria no banco de reservas do Operário não fosse pela lesão de Daniel, sentida no aquecimento antes do clássico de domingo (3), com o Comercial.

Mas o santo de Fernandinho é forte. Trocou a 15 pela 11 que vestiria Daniel e, com o novo número nas costas, o paulista de Rio Claro marcou o gol da virada e sofreu o pênalti que culminou no terceiro e último gol do 3 a 1 operariano sobre o maior rival. Mesmo improvisado, foi o melhor jogador da partida.

Fernandinho que havia saído do banco de reservas para ampliar o marcador na estreia, contra o Corumbaense, quando o Carijó ameaçava pressão.

Fernandinho com o qual o Operário já não contava, pois dava como certa sua ida para o futebol boliviano.

Fernandinho precisa ser titular da equipe comandada por Arilson Costa.

Quem não deve ser titular por pelo menos 20 dias é Murilo, do Galo. Não porque perdeu a bola que acabou no fundo das redes de Jota após Hyago roubá-la e passá-la para Renato Maceió marcar.

Pouco depois da falha, o lateral-direito assustou quando caiu no gramado no fim do primeiro tempo.

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Murilo deixou gramado do Morenão de ambulância (Foto: Anderson Ramos/Divulgação OFC)

Murilo desabou no gramado, chacoalhando a perna, após nova dividida com Hyago. Um amigo jornalista chegou a alertar os paramédicos atrás do gol para a possibilidade de convulsão.

As travas da chuteira do jogador comercialino causaram um corte profundo no tornozelo de Murilo, que deixou o campo de ambulância.

O lateral foi atendido dentro do estádio. De curativo na perna, Murilo foi abraçado e consolado pelos companheiros de time ao término do clássico. E chorou.

Enquanto Murilo soluçava, o goleiro colorado Rodolfo esbravejava. Dizia que o Comercial sofreu um gol “infantil”, que um time “juvenil” não levaria.

Rodolfo se referiu ao gol de empate, derivado de uma cobrança de lateral. O goleiro ainda falou que a bola chutada por Jorginho estava em suas mãos, mas o capitão Fernando Prado desviou de cabeça e tirou a pelota de seu alcance.

Cobrou “o máximo de atenção” e avaliou que a equipe comercialina voltou “desligada” para o segundo tempo.

O arqueiro ainda alfinetou o árbitro Augusto Borges Ortega, que marcou pênalti cometido por ele em Fernandinho e convertido por Alberto.

“Tinha um grande árbitro, o Marcos Mateus, que poderia muito bem apitar essa partida”, sugeriu.

De casa ou mesmo do estádio, Marcos Mateus viu e provavelmente gostou do 190º Comerário.

A partida teria todos os elementos de um grande clássico se as arquibancadas do Morenão estivessem um pouco mais cheias. Foram 2,5 mil torcedores, cerca de um quinto da capacidade liberada do estádio.

RESULTADOS DA 5ª RODADA

Aquidauanense 0 x 2 Sete de Dourados
Operário de Dourados 0 x 2 Corumbaense
União/ABC 0 x 1 Serc
Urso 2 x 2 Águia Negra
Costa Rica 2 x 1 Novo

CLASSIFICAÇÃO

  Times P SG GP GC V D E J %
1   Águia Negra 13 13 17 4 4 0 1 5 87%
2   Costa Rica 9 -1 6 7 3 2 0 5 60%
3   Aquidauanense 8 0 5 5 2 1 2 5 53%
4   Comercial 7 0 5 5 2 2 1 5 47%
5   Serc 7 0 5 5 2 2 1 5 47%
6   Corumbaense 6 2 7 5 2 2 0 4 50%
7   Operário 6 1 5 4 2 1 0 3 67%
8   União/ABC 5 0 4 4 1 1 2 4 42%
9   Urso 5 0 4 4 1 1 2 4 42%
10   Sete 3 -3 2 5 1 2 0 3 33%
11   Novo 1 -2 3 5 0 2 1 3 11%
12   Operário-DD 0 -10 4 14 0 4 0 4 0%

Com expulsão inusitada, ABC manda para os ares a chance de virada sobre o Novo

A árbitro Ronan Machado Lima expulsou Luberto, do União/ABC, quando ainda aguardava a chegada da Polícia Militar ao Morenão, na noite desta quinta-feira (31).

O lateral-direito tinha tempo, pois o efetivo só chegaria ao estádio cinco minutos depois. Mesmo assim, preferiu urinar ali mesmo, no gramado, ao invés de voltar ao vestiário para se aliviar.

O juiz flagrou e, ao contrário de Luberto, não aliviou. Cartão vermelho.

O meio-campista Alex Marques acabou ganhando a chance no time titular de Paulo Mulle. O volante Raylan foi deslocado para ocupar a lateral do displicente Luberto.

O compromisso do ABC com o Novo, pela quarta rodada do Campeonato Estadual, começou com dez minutos de atraso e terminou com 2 a 2 no placar.

A equipe do técnico Piá era encurralada pelos comandados de Mulle. Não conseguia trocar três passes.

O ABC se movimentava freneticamente. O camisa 10, Marcelinho, vinha buscar a bola no campo defensivo.

O camisa 8, Lucas, buscava a pelota, levava para o ataque, aparecia na área, lançava. Incansável e muito participativo.

Sobrava movimentação, mas transbordava ansiedade. O ABC abusava das esticadas.

E foi na bola parada que o Novo surpreendeu. Primeiro aos 39 minutos, com o zagueiro Lucas, que encobriu o goleiro Jeferson após cabeçada na bola alçada na área pelo meio-campista Márcio.

Depois nos acréscimos, com o também zagueiro João Pedro. O Novo cobrou falta rápido e surpreendeu a defesa do ABC, que viu o camisa 4 se jogar na pelota e desviar cruzamento para as redes.

Os jogadores do ABC voltaram determinados em virar o jogo. Os lançamentos equivocados deram lugar às triangulações, quase sempre pelo lado esquerdo do ataque.

Foi por ali que o atacante Luan fez valer a Lei do Ex e diminuiu a desvantagem no marcador, aos 7 minutos da etapa final, invadindo a área e batendo na saída do goleiro Jackson, após passe de Everton.

Dez minutos depois, Lucas colocou a bola na cabeça de Everton, que empatou a partida.

Em seu segundo jogo pelo Estadual, o Novo dava sinais de esgotamento. O mais forte deles foi o pênalti atabalhoado cometido pelo zagueiro Lucas sobre o meio-campista Lucas, já nos minutos finais da peleja.

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Everton desperdiçou pênalti nos últimos minutos de jogo (Foto: retranca.blog)

Mas Everton mandou a cobrança pelos ares, longe da meta de Jackson.

Ao término do jogo, o técnico Paulo Mulle disse que tentou avisar o camisa 9 para mudar o jeito de bater a penalidade.

“Ele treina essa batida sempre em cima, mas tá no fim do jogo e a perna tá pesada. Não pode bater em cima. Essa bola vai subir”. E subiu.

Do lado do Novo, o treinador Piá não perdoou a segunda metade ruim de seus jogadores.

“Nós demos os dois gols e depois, num pênalti infantil, quase perdemos o jogo. Nossa equipe foi dispersa no segundo tempo”.

O empate em 2 a 2 mantém o Novo na zona de rebaixamento do Estadual, enquanto o União é o quinto colocado.

Se não houver nenhuma mudança na tabela – rotina no atual campeonato -, o ABC volta a campo no sábado (2), às 20h10, no Morenão, para receber a Serc pela quinta rodada.

Já o Novo encara o Costa Rica fora de casa, no Laertão, no domingo (3), às 16h.

CLASSIFICAÇÃO

Equipes

P

J

V

GP

SG

1º Águia Negra

 12

 4

 4

15

 13

2º Aquidauanense

 8

 4

 2

 5

 2

3º Comercial

 7

 4

 2

 4

 2

4º Costa Rica

 6

 4

 2

 4

-2

5º União/ABC

 5

 3

 1

 4

 1

6º Urso

 4

 3

 1

 2

 0

7º Serc

4

4

1

4

-1

8º Corumbaense

3

3

1

5

0

9º Operário

3

2

1

2

-1

10º Novo

1

2

0

2

-1

11º Sete

0

2

0

0

-5

12º Operário de Dourados

0

3

0

4

-8

Comercial afugenta o Urso do Morenão antes do clássico; veja a classificação

O gol de Renato Maceió aos 25 minutos do segundo tempo, aproveitando a bela enfiada de Danilo, sacramentou a retomada do Comercial ao caminho das vitórias.

Depois de duas rodadas sem triunfos, o Colorado bateu o Urso, de Mundo Novo, por 1 a 0, na noite desta quarta-feira (30), no Morenão, pela quarta rodada do Campeonato Estadual.

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Lance de Comercial e Urso, no Morenão (Foto: retranca.blog)

A peleja foi acompanhada por 218 torcedores (129 pagantes e 89 não pagantes), para uma renda de R$ 1.640,00.

Como o placar e o tempo do gol já adiantam, a partida não foi fácil para os comandados do técnico Mário Tilico.

O Colorado fez um primeiro tempo ruim. Não pressionou no início como deveria, já que vinha de dois resultados indesejados e estava em casa. Deu a bola para o Urso, que errou muitos passes e irritou o técnico Pedro Caçapa. O treinador falou sobre “excesso de confiança” aos seus atletas, já no vestiário.

Na volta para a segunda etapa, Tilico sacou o camisa nove Lucas Dronov e apostou em Ryan, que jogou na armação. A troca provocou maior movimentação dos atacantes Renato Maceió e França, que se revezavam no papel de se enfiar nas costas da zaga do Urso. O gol saiu em uma dessas jogadas.

Outra mudança proposta por Tilico foi recuar o volante Fernando Prado para a zaga, adiantando o improvisado Erthal para o meio-campo, sua posição de origem. A transição defesa-ataque funcionou melhor.

Autor do gol, Maceió relevou a turbulência nos bastidores e o desligamento do meia Paulo Roberto, que brigou com o zagueiro André Bahia no intervalo da derrota para o Aquidauanense.

“O grupo ficou mais forte e a gente vai mais confiante ainda para cima dos caras”, disse.

Os “caras” a quem Renato Maceió se refere são os jogadores do Operário, próximo adversário do Comercial. O clássico será no domingo (3), no Morenão, às 16h.

Com a vitória sobre o clube de Mundo Novo, o Colorado vai a terceira posição na tabela, com 7 pontos em quatro jogos.

O Urso, time que mais viaja nesse campeonato, é o sexto colocado, com 4 pontos em três partidas.

RODADA

Empate sem gols em Chapadão do Sul entre Serc e Aquidauanense à parte, a rodada no interior foi bastante movimentada.

Em Rio Brilhante, o Águia Negra passou o trator sobre o Operário de Dourados com ressoantes 6 a 1, no Ninho da Águia. Jhonatan, Salomão (duas vezes), Guilherme (também duas vezes) e Kareca fizeram os gols do time rubro-negro. O Tigre deu o troco com Bala.

No Arthur Marinho, o Corumbaense matou a saudade da torcida com uma goleada por 4 a 1 sobre o Costa Rica. Alexandro, Rafael (duas vezes) e Frankilin marcaram para o Carijó, enquanto Firmino deixou o seu a favor da Cobra do Norte.

Nesta quinta (31), Novo e União/ABC também jogam pela quarta rodada, às 20h10, no Morenão.

CLASSIFICAÇÃO

Equipes

P

J

V

GP

SG

1º Águia Negra

 12

 4

 4

15

 13

2º Aquidauanense

 8

 4

 2

 5

 2

3º Comercial

 7

 4

 2

 4

 2

4º Costa Rica

 6

 4

 2

 4

-2

5º União/ABC

 4

 2

 1

 2

 1

6º Urso

 4

 3

 1

 2

 0

7º Serc

4

4

1

4

-1

8º Corumbaense

3

3

1

5

0

9º Operário

3

2

1

2

-1

10º Novo

0

1

0

0

-1

11º Sete

0

2

0

0

-5

12º Operário de Dourados

0

3

0

4

-8

Imerso em mediocridade, Campeonato Estadual não é feito para o torcedor

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Só o Comercial subiu para a execução dos hinos antes do jogo com o Aquidauanense
(Foto: Álvaro Rezende/Correio do Estado)

Em quatro rodadas, seis mudanças na tabela.

Partidas adiadas às vésperas do programado. Jogo suspenso numa noite por falta de tempo hábil para viabilizar o estádio, mas remarcado na tarde seguinte exatamente para o local que há menos de 24 horas era inviável.

Tem time que vai encerrar a jornada quatro com quatro jogos. Tem time que vai terminar com apenas um.

Tem time que ainda não jogou pela segunda rodada. Tem time que vai a campo pela quarta rodada antes da partida pela segunda, com os dois confrontos adiados.

O Estadual sul-mato-grossense não é feito para o torcedor. Não há quem consiga acompanhar as constantes mudanças na tabela com a mesma destreza com que são feitas as alterações.

Quem pode garantir que o raro torcedor que leu a notícia sobre o adiamento do jogo de seu time certa noite, leu também que a partida foi remarcada na tarde seguinte?

As quase sempre vazias arquibancadas dos estádios do Estado não estão quase sempre vazias somente porque o futebol não agrada aos olhos.

Os estádios do Estado não estão quase sempre irregulares somente pelo rigor excessivo do Ministério Público Estadual.

O Estadual sul-mato-grossense é um encontro do festival da incompetência dos dirigentes de clubes com o desfile da indiferença da federação de futebol.

Forma-se, então, a parada do desrespeito. O espetáculo da mediocridade.

A imprensa – pequena, média ou grande – tem feito sua parte. À revelia dos patrões, que pouco se lixam para o futebol local.

Há jornalista deixando a redação às onze da noite de quarta-feira, só depois de escrever o relato dos jogos da rodada.

Tem repórter fotográfico e motorista passando do horário para ir até o estádio e trazer aquela foto legal que você vê na capa do jornal do dia seguinte.

Boa vontade tem limite. Seja do raro torcedor, seja da imprensa.

Quem se acostuma com a bagunça pode acabar engolido por ela.

ABC tropeça, levanta e busca empate com o Comercial; veja a classificação

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Lance de ABC x Comercial no Estádio Morenão (Foto: Retranca.blog)

O lateral-esquerdo Gabriel, 20 anos, era o segundo mais novo do União/ABC em campo. Só perdia para o goleiro Breno, de 19.

A inexperiência fez Gabriel dar um afobado carrinho e derrubar o atacante do Comercial, França, dentro da área. Pênalti marcado e convertido pelo camisa nove Léo Mineiro, aos 29 do primeiro tempo.

Dali pra frente Gabriel era só correria. Queria apagar a bobagem que fez.

A bronca no vestiário do ABC foi ouvida de dentro do gramado do Morenão, entre uma trovoada e outra na noite desta quarta-feira (24). “A imprensa tá aí!”, gritou alguém.

Além da imprensa, 234 torcedores acompanharam a peleja no Morenão. A torcida do ABC se concentrou nas cadeiras, enquanto a colorada ficou nas arquibancadas.

Com velocidade, o jovem time do técnico Paulo Mulle empurrava o Comercial para trás após o intervalo.

Faltava finalização. Os reservas do ABC que aqueciam atrás do gol reclamavam que os titulares queriam entrar com bola e tudo na meta defendida pelo experiente Rodolfo.

Rodolfo que fez cera ainda no primeiro tempo. Aguardava a pressão dos atacantes do ABC para só então agarrar a bola que sobrava.

Mesmo no lado oposto do campo, Everton pareceu ouvir seus companheiros. Recebeu na entrada da área e chutou forte sem hesitar. Rodolfo, desta vez, não agarrou. 1 a 1, aos 36 minutos da etapa final.

Deu tempo ainda do volante Danilo acertar a trave do goleiro Breno, em cobrança de falta, e do atacante França ser expulso após levar o segundo cartão amarelo.

Mas o placar permaneceu o mesmo.

O técnico do Comercial, Mário Tilico, mexeu uma vez só – Matheus Gabriel no lugar de Léo Mineiro – e achou justo o empate. “Está tudo dentro do planejamento”, revelou.

O professor do ABC, Paulo Mulle, lamentou o gol tardio e o vacilo de Gabriel ao cometer o pênalti, mas achou que dava para ter saído do Morenão com a vitória. “Infelizmente foi um ponto só. Nós queríamos três”.

ABC e Comercial jogam rodada dupla no estádio universitário, domingo (27), pela próxima rodada. O primeiro encara o Sete de Dourados, às 10h. O segundo duela com o Aquidauanense, às 16h.

RODADA

Ainda nesta quarta, em Rio Brilhante, o Águia Negra passou por cima do Operário, com sonoros 3 a 0 no Estádio Ninho da Águia. Gols de Pedro, Guilherme e Gugu.

No Laertão, o Costa Rica impôs nova derrota ao Sete de Dourados, por 1 a 0. Gol de Miller.

Mais cedo, no Noroeste, Aquidauanense e Urso empataram em 1 a 1. O Azulão fez com Agnaldo, enquanto Filipe anotou o tento do clube de Mundo Novo.

CLASSIFICAÇÃO

Equipes P J V GP SG
1º Águia Negra  6  2  2 7  7
2º Comercial  4  2  1  3  2
3º Aquidauanense  4  2  1  4  1
4º União/ABC  4  2  1  2  1
4º Urso  4  2  1  2  1
6º Serc 3  2  1  3  0
7º Costa Rica 3 2 1 1  0
8º Operário 3 2 1 2 -1
9º Novo 0 1 0 0 -1
10º Corumbaense 0 1 0 0 -2
11º Operário de Dourados 0 2 0 3 -3
12º Sete 0 2 0 0 -5