Valor da dívida de Operário e Comercial pagaria reforma geral do Morenão

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Federação e UFMS pagaram obras para regularizar Morenão este ano (Foto: Edemir Rodrigues/Governo de MS)

* Pra ler ouvindo “Dívida”, do Ultramen.

Às vésperas de estrear na edição de 2020 do Campeonato Sul-mato-grossense, Operário e Comercial lideram outra competição – e com folga. Na tabela do “nome sujo”, a dupla de Campo Grande soma dívida de R$ 4,1 milhões com a União.

O valor pagaria a reforma geral do Estádio Pedro Pedrossian, o Morenão, orçada em aproximadamente R$ 4 milhões pelo governo do Estado.

A administração estadual promete iniciar a obra após o campeonato deste ano. Os recursos sairão do Fundo Estadual de Defesa do Consumidor, para onde vão as multas aplicadas pelo Procon-MS.

Galo e Colorado mandam seus jogos em casa no Morenão, mas quem custeou os serviços de readequação para manter o local de portões abertos este ano foram FFMS (Federação de Futebol do Estado) e UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). A primeira injetou R$ 120 mil; a segunda, cerca de R$ 300 mil.

Desfalque – Conforme consulta à lista de devedores inscritos em dívida ativa da União, o Operário tem o maior débito entre os clubes sul-mato-grossenses que disputam o torneio de futebol este ano. O time alvinegro deve R$ 3 milhões.

A principal fatia corresponde a débitos tributários – R$ 2,7 milhões. Outros R$ 277,7 mil em dívidas previdenciárias e R$ 5,6 mil em multas trabalhistas compõem o restante do desfalque operariano com a União.

O Comercial totaliza débito de R$ 1,1 milhão, ainda segundo consulta à relação de devedores.

Ao contrário do arquirrival, o maior problema do clube vermelho é com o FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), ao qual deixou de repassar R$ 752,1 mil.

A equipe ainda tem R$ 365,5 mil em dívidas previdenciárias; R$ 16,1 mil em multas trabalhistas; e R$ 5,7 mil em débitos tributários.

Uma vez inscrito na dívida ativa, um clube pode ser acionado judicialmente e forçado a regularizar o calote. O processo é capaz de incluir penhora e expropriação de bens.

Resposta – Presidente do Comercial, Valter Mangini defende que o grosso da dívida de R$ 1,1 milhão remete a anos anteriores a 2010.

O mandatário avalia que o valor “não é muito alto para um clube”. Segundo ele, a venda de um jovem jogador revelado no Colorado soluciona o problema.

Mangini ainda disse que “não é o momento de falar em dívida”, pois o time está focado na estreia pelo Estadual, neste sábado (1). O jogo é às 15h, no Morenão, diante do Águia Negra.

O presidente do Operário, Estevão Petrallás, foi contatado, estava ocupado e prometeu retornar, mas não o fez até esta publicação.

O Galo debuta neste domingo (2), também no estádio universitário, a partir das 15h, contra a Pontaporanense.

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Operário e Comercial são únicos da Capital no Estadual 2020 (Foto: Fundesporte)

Interior – Entre os representantes do interior, maioria no campeonato, o débito mais significativo com a União pertence ao Corumbaense, com R$ 47,6 mil – R$ 43,4 mil previdenciário e R$ 4,1 mil tributário.

Atual campeão, o Águia Negra empilha desfalque de R$ 21,3 mil, dos quais R$ 17,4 mil em dívidas tributárias e R$ 3,9 mil previdenciárias.

De volta à Série A, o Maracaju totaliza R$ 4 mil em débitos previdenciários.

Conforme busca na lista de inscritos na dívida ativa, Aquidauanense, Cena, Costa Rica, Pontaporanense e Serc têm situação regular perante a União.

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