A troca, o susto, o choro e a cobrança que deixaram o Comerário mais especial

Fernandinho vestiria a camisa 15 e sentaria no banco de reservas do Operário não fosse pela lesão de Daniel, sentida no aquecimento antes do clássico de domingo (3), com o Comercial.

Mas o santo de Fernandinho é forte. Trocou a 15 pela 11 que vestiria Daniel e, com o novo número nas costas, o paulista de Rio Claro marcou o gol da virada e sofreu o pênalti que culminou no terceiro e último gol do 3 a 1 operariano sobre o maior rival. Mesmo improvisado, foi o melhor jogador da partida.

Fernandinho que havia saído do banco de reservas para ampliar o marcador na estreia, contra o Corumbaense, quando o Carijó ameaçava pressão.

Fernandinho com o qual o Operário já não contava, pois dava como certa sua ida para o futebol boliviano.

Fernandinho precisa ser titular da equipe comandada por Arilson Costa.

Quem não deve ser titular por pelo menos 20 dias é Murilo, do Galo. Não porque perdeu a bola que acabou no fundo das redes de Jota após Hyago roubá-la e passá-la para Renato Maceió marcar.

Pouco depois da falha, o lateral-direito assustou quando caiu no gramado no fim do primeiro tempo.

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Murilo deixou gramado do Morenão de ambulância (Foto: Anderson Ramos/Divulgação OFC)

Murilo desabou no gramado, chacoalhando a perna, após nova dividida com Hyago. Um amigo jornalista chegou a alertar os paramédicos atrás do gol para a possibilidade de convulsão.

As travas da chuteira do jogador comercialino causaram um corte profundo no tornozelo de Murilo, que deixou o campo de ambulância.

O lateral foi atendido dentro do estádio. De curativo na perna, Murilo foi abraçado e consolado pelos companheiros de time ao término do clássico. E chorou.

Enquanto Murilo soluçava, o goleiro colorado Rodolfo esbravejava. Dizia que o Comercial sofreu um gol “infantil”, que um time “juvenil” não levaria.

Rodolfo se referiu ao gol de empate, derivado de uma cobrança de lateral. O goleiro ainda falou que a bola chutada por Jorginho estava em suas mãos, mas o capitão Fernando Prado desviou de cabeça e tirou a pelota de seu alcance.

Cobrou “o máximo de atenção” e avaliou que a equipe comercialina voltou “desligada” para o segundo tempo.

O arqueiro ainda alfinetou o árbitro Augusto Borges Ortega, que marcou pênalti cometido por ele em Fernandinho e convertido por Alberto.

“Tinha um grande árbitro, o Marcos Mateus, que poderia muito bem apitar essa partida”, sugeriu.

De casa ou mesmo do estádio, Marcos Mateus viu e provavelmente gostou do 190º Comerário.

A partida teria todos os elementos de um grande clássico se as arquibancadas do Morenão estivessem um pouco mais cheias. Foram 2,5 mil torcedores, cerca de um quinto da capacidade liberada do estádio.

RESULTADOS DA 5ª RODADA

Aquidauanense 0 x 2 Sete de Dourados
Operário de Dourados 0 x 2 Corumbaense
União/ABC 0 x 1 Serc
Urso 2 x 2 Águia Negra
Costa Rica 2 x 1 Novo

CLASSIFICAÇÃO

  Times P SG GP GC V D E J %
1   Águia Negra 13 13 17 4 4 0 1 5 87%
2   Costa Rica 9 -1 6 7 3 2 0 5 60%
3   Aquidauanense 8 0 5 5 2 1 2 5 53%
4   Comercial 7 0 5 5 2 2 1 5 47%
5   Serc 7 0 5 5 2 2 1 5 47%
6   Corumbaense 6 2 7 5 2 2 0 4 50%
7   Operário 6 1 5 4 2 1 0 3 67%
8   União/ABC 5 0 4 4 1 1 2 4 42%
9   Urso 5 0 4 4 1 1 2 4 42%
10   Sete 3 -3 2 5 1 2 0 3 33%
11   Novo 1 -2 3 5 0 2 1 3 11%
12   Operário-DD 0 -10 4 14 0 4 0 4 0%

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